Mobilidade

Transportes em Lisboa: fomos fazer de turista e experimentá-los

Numa viagem que começa no aeroporto e termina em Xabregas, com passagem por Sintra, quase só faltou andar de helicóptero
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Lisboa está repleta de turistas um pouco por todo o lado. Basta andar a pé pelas ruas da cidade para o ver. Perante esta realidade, surgiu-me a questão: como é ser turista na capital e utilizar diferentes transportes para visitar os locais mais emblemáticos?

Para responder a esta dúvida decidi passar eu mesmo pela experiência de ser “turista”, utilizando os transportes disponíveis para chegar aos principais pontos de interesse de Lisboa e concelhos adjacentes.

Turismo Lisboa - AWAY
Fomos ser turistas em Lisboa (Foto: Appleando/ Flickr)

A minha viagem começa no Aeroporto Humberto Delgado, como se tivesse acabado de chegar de um voo internacional. Mochila às costas, garrafa de água, chapéu de chuva e boné (nunca se sabe o que vai fazer mais falta). Estou pronto para começar.

Claro que a tentação imediata seria apanhar um táxi ou um TVDE, em abundância à saída do aeroporto. Mas não. Para chegar ao centro de Lisboa (o primeiro destino que escolhi) quero tomar o pulso à rede de transportes coletivos da cidade. Por isso vou de metropolitano.

Primeiro transporte: metropolitano

Adquiro um bilhete no valor de 1,65€ e apanho a linha vermelha que me leva até à estação da Alameda, com oito paragens pelo meio. Aí troco para a linha verde com destino ao Cais do Sodré, se bem que saio duas estações antes, precisamente no Rossio.

Metro de Lisboa - AWAY
Metropolitano de Lisboa (Foto: DR/ AWAY)

Para começar não está mal. O metro é rápido, confortável e a sinalética existente guia-me facilmente para onde me quero dirigir. Uma vez na rua, aprecio a beleza avassaladora da nossa capital, que muitas vezes passa despercebida a quem “cá” vive.

Faço um pequeno trajeto a pé e vou provar o “tal” pastel de bacalhau com queijo da serra, acompanhado de um Porto. Coisa para turista, dirão alguns. E eu partilho da opinião, o que significa que não poderia ter escolhido melhor lugar para integrar esta minha “persona”.

Andar de elétrico é uma experiência mágica

Uma vez na baixa, é obrigatório apanhar um elétrico da Carris para visitar o Castelo de São Jorge e contemplar a cidade a partir de cima. Desço então um pouco mais a Rua Augusta e na primeira perpendicular, a Rua da Conceição, apanho o 28E que por 3€ (tarifa de bordo) me leva até ao Miradouro de Santa Luzia, com passagem pela Sé.

Elétrico - AWAY
Elétrico 28E (Foto: DR/ AWAY)

Foi uma viagem curta, mas ainda assim marcante, pela magia que transmitem estes elétricos clássicos, objeto de tantas fotografias e formas de expressão artística. Vista que está esta zona, decido aventurar-me a visitar outro concelho. Já ando nisto há algumas horas e a fome voltou a apertar. É hora de rumar a Sintra para ir comer um travesseiro!

Apanhei o autocarro e depois o comboio até Sintra

No castelo apanho o autocarro 737 e compro o bilhete por 2€ (tarifa de bordo) para ir até à Praça da Figueira, de onde parto a pé até à lindíssima estação do Rossio. Aí compro o bilhete da CP por 2,30€ e entro no comboio que em cerca de 40 minutos me leva precisamente até Sintra.

Comboio da CP - AWAY
Comboio da CP (Foto: DR/ AWAY)

A ida e a volta foram viagens agradáveis. Os comboios são confortáveis e à hora que os utilizei não estavam demasiado cheios. Valeu bem a pena visitar a vila de Sintra e os seus palácios, pois há lá muito para conhecer, para além de que o travesseiro ainda morno estava de comer e chorar por mais.

Ainda andei de trotinete e bibicleta

De volta ao centro da capital, sempre no meu papel de turista estrangeiro, não posso deixar de experimentar uma trotinete e uma bicicleta partilhadas. Começo pela trotinete, pela qual pago menos de 30 cêntimos por minuto de utilização.

Algumas vezes em ciclovia, outras não, num instante chego à zona do Mercado da Ribeira, mas a verdade é que andar sem capacete (lembro que cheguei a Lisboa apenas com uma mochila às costas) num objeto tão frágil e, por vezes, tão perto de automóveis e autocarros, não me agrada.

Bicicletas partilhadas Gira - AWAY
Bicicletas partilhadas Gira (Foto: DR/ AWAY)

Ainda assim, importa frisar que a rede de ciclovias em Lisboa é já muito ampla e que o modo de utilização das trotinetes facilita, em muito, a realização de pequenas deslocações. O mesmo acontece com as bicicletas Gira, o último meio de transporte que vou utilizar nesta aventura.

Por apenas 2€ (valor do passe diário) desbloqueio uma bicicleta que uso confortavelmente num trajeto que tomo para chegar à zona de Xabregas. Entretanto já são quase horas de jantar e um “amigo” disse-me que se come lá um belíssimo bacalhau.

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