Energia

Maior unidade solar para autoconsumo da Europa fica no Alentejo e já produz energia

Parque de energia solar é composto por 43.000 painéis e tem capacidade de produção superior a 40.000 MWh por ano
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Energia solar (foto: Unsplash)
Energia solar (foto: Unsplash)

A Almina iniciou hoje a produção de energia solar para autoconsumo, num parque com 43.000 painéis fotovoltaicos e capacidade de produção superior a 40.000 megawatts-hora (MWh) por ano, onde investiu mais de 20 milhões de euros.

Em comunicado, a empresa mineira com sede em Aljustrel, distrito de Beja, informou que “iniciou a exploração da maior unidade de produção de energia solar fotovoltaica para autoconsumo (UPAC) da Europa com uma potência de 19,6 MVA [megavolt-amperes], composta por 43.000 painéis e uma capacidade de produção de energia superior a 40.000 MWh por ano, num investimento global superior a 20 milhões de euros”.

A energia produzida naquela unidade destina-se, exclusivamente, para consumo da atividade industrial da empresa mineira e, segundo a Almina, vai permitir a redução de emissões de carbono de cerca de 19.000 toneladas por ano, ou seja, o equivalente a quase 500 árvores plantadas.

A empresa estima ainda que a produção do parque fotovoltaico permita uma poupança de 29% do consumo de energia anual atual da Lavaria Industrial.

“Recorrendo a energia de fontes renováveis e captando o potencial geográfico onde está inserida esta UPAC, no Alentejo, onde predomina um elevado número de horas de sol, o objetivo passa por gerar energia limpa, prevendo-se que haja uma expansão desta unidade no futuro”, salientou a empresa mineira.

Desta forma, a empresa pretende iniciar em breve a construção de uma Unidade de Energia Solar Fotovoltaica para Autoconsumo de um megawatt de potência, já contratualizada, num ponto de entrega de Feitais, constituída por sensivelmente 1500 painéis solares fotovoltaicos e com produção anual prevista de 1553 MWh, num investimento superior a um milhão de euros.

Neste caso, a energia produzida vai destinar-se ao consumo de escritórios, armazéns, oficinas e outras infraestruturas existentes e vai, simultaneamente, permitir a cobertura dos lugares de estacionamento dos parques existentes para viaturas.

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