Energia

Produção de energia solar fotovoltaica bate máximo em setembro

Energias renováveis representam 42% do consumo em setembro com novo máximo da fotovoltaica
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Energia solar e eólica (foto: Alvaro Barrientos/AP)
Energia solar e eólica (foto: Alvaro Barrientos/AP)

A produção de energia solar fotovoltaica alcançou um novo máximo em setembro, fornecendo à rede, pela primeira vez 1800 megawatts (MW), um valor que é o novo máximo em Portugal, num mês em que as energias renováveis contribuíram para 42% do consumo.

O consumo de energia elétrica registou uma ligeira contração homóloga de 0,3% em setembro, ou 0,1% corrigindo os efeitos de temperatura e número de dias úteis. No período de janeiro a setembro o consumo caiu 0,5%, o mesmo valor com correção da temperatura e dias úteis.

Este mês as condições foram desfavoráveis, tanto para a produção eólica como para a fotovoltaica, com os índices de produtibilidade respetivos a registarem 0,94 (média histórica igual a 1) e 0,92. Na hidroelétrica os valores foram normais, mas têm pouco significado nesta altura do ano. Nas fotovoltaicas, com crescimento elevado, a ponta entregue à rede ultrapassou pela primeira vez os 1800 MW. A produção renovável abasteceu 42% do consumo, a produção não renovável 26%, enquanto os restantes 32% corresponderam a energia importada.

No período de janeiro a setembro, o índice de produtibilidade hidroelétrica registou 0,79, o de produtibilidade eólica 0,96 e o de produtibilidade solar 1,04. Neste período, a produção renovável abasteceu 55% do consumo, repartida pela eólica com 24%, hidroelétrica com 17%, fotovoltaica com 8% e biomassa com 6%. A produção a gás natural abasteceu 22% do consumo enquanto os restantes 23% corresponderam a energia importada.

No mercado de gás natural manteve-se este mês a tendência de redução do consumo, com uma variação homóloga global negativa de 12%. No segmento do mercado elétrico, registou-se um recuo de 27%, enquanto no segmento convencional, que compreende os restantes clientes, se registou uma variação homóloga positiva de 2,2%.

No final do terceiro trimestre, o consumo de gás natural registou uma queda homóloga anual de 20%, com um recuo de 38% no segmento de produção de energia elétrica e um decréscimo de 4,1% no segmento convencional. Este consumo global de gás é o mais baixo desde 2014.

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