Smartcity

Smart cities: como a tecnologia torna as cidades mais sustentáveis

Falámos com Nuno Correia, consult partner da Kyndryl, para perceber como a tecnologia pode ajudar a reduzir a pegada ambiental nas cidades
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Cidade Conectada (Foto: Tumisu/Pixabay)
Cidade Conectada (Foto: Tumisu/Pixabay)

O conceito de smart cities está a ganhar cada vez mais destaque no mundo atual. Um pouco por todo o mundo, as cidades procuram tornar-se “mais inteligentes”, introduzindo mecanismos tecnológicos que permitam aumentar a segurança, melhorar transportar e fazer melhor gestão de recursos. A tecnologia torna-se também um elemento-chave na busca pela sustentabilidade.

A Kyndryl Portugal é uma empresa que vê a tecnologia como um catalisador da transformação para cidades mais sustentáveis. A AWAY falou com Nuno Correia, consult partner da empresa, que esteve a explicar como é que se consegue alcançar a sustentabilidade nas cidades tornando-as mais conectadas e “inteligentes”.

Kyndryl - AWAY
Nuno Correia, consult partner da Kyndryl Portugal (foto: DR)

“A existência de informação é preponderante para orientar decisores quanto à sustentabilidade”, começa por dizer Nuno Correia, explicando que a recolha e geração de dados apenas pode ser obtida de forma eficaz com recurso à tecnologia. “Falamos de, por exemplo, sensores, controladores, redes de comunicação, algoritmos de Machine Learning e Inteligência Artificial.”

Mas não é só na recolha de dados que a tecnologia toma um papel preponderante no âmbito da sustentabilidade. Também a gestão e operação de casos ligados à redução do impacto ambiental são muitas vezes apoiados por tecnologia.

Tecnologia - AWAY
Tecnologia apoia sustentabilidade (foto: Marc Olivier/Pixabay)

A utilização de tecnologias para tornar as cidades mais sustentáveis é algo que já se vê em Portugal. A Kyndryl faz parte de alguns desses projetos em várias cidades do país em que ferramentas IoT (Internet of Things), sensores e diferentes tecnologias servem de base para uma plataforma centralizada, inteligente e automatizada que faz gestão e controlo de serviços críticos para as cidades, como a mobilidade, iluminação, água e resíduos.

“O objetivo final é só um: melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e dos serviços ao mesmo tempo que geramos poupanças significativas”, explica Nuno Correia.

A parte boa da tecnologia é que permite dar resposta a todos os casos de uso que as cidades vão tendo. Este facto mostra que o futuro é promissor e que as cidades podem, sim, tornar-se mais sustentáveis.

Exemplos práticos de utilização de tecnologia para diminuir a pegada ambiental das cidades

Nuno Correia salienta que há já muitos casos práticos onde a tecnologia assume um papel fundamental na redução da pegada ecológica. Exemplos disso são:

  • Soluções inteligentes de iluminação LED que permitem uma redução do consumo energético até 80%;

  • Sistemas de rega de jardins monitorizados e geridos remotamente, em que dados de sensores de humidade e cruzamento com informação meteorológica permitem uma poupança de água bastante significativa e uma realocação dos recursos humanos a outras áreas;

Jardim - AWAY
Monitorização de jardins permite poupar água (foto: AWAY/DR)
  • Soluções de parqueamento inteligente, informando os condutores sobre os lugares disponíveis para estacionamento. Isto não só tem uma influência direta na otimização do tempo gasto na procura de lugar como, consequentemente, na redução de emissões de gases;

  • Adoção de soluções de mobilidade inteligente, com recurso a veículos sem emissões de gases (sejam estes particulares ou transportes públicos);

  • Sistemas de telemetria nas águas, através de leitura remota, monitorizando e detetando perdas de água e incidentes. Isto leva a uma redução do desperdício de água uma vez ser possível detetar e atuar mais rapidamente e com maior precisão.

Já se veem os impactos positivos de todas estas tecnologias?

Nuno Correia garante que sim e explica que é por isso que há cada vez mais cidades a implementar ferramentas tecnológicas para se tornarem mais inteligentes e diminuir a sua pegada.

Smartcities - AWAY
Smart cities são pensadas para melhorar vida das pessoas (foto: A.Dziubinska/Unsplash)

Assistimos à replicação das soluções em cada vez mais cidades”, explica, acrescentando que determinadas soluções têm tangibilidade maior do que outras. O incremento de dados gerados pelas soluções agora menos tangíveis trará num futuro próximo também maior clareza quanto ao valor das mesmas.”

Qual será o investimento financeiro em tecnologias para smart cities?

Como em tudo, é necessário haver disponibilidade financeira para se investir nestas soluções tecnológicas para as cidades serem mais inteligentes.

É necessário algum investimento económico como em qualquer outra solução, mas estamos a falar de um retorno financeiro bastante significativo através da redução de gastos de energia, água e até de recursos, uma vez que permite uma melhor gestão das pessoas e respetiva realocação a outras áreas”, explica o consult partner.

O papel da Kyndryl nesta transição para smart cities mais sustentáveis

“A Kyndryl, sendo um dos maiores integradores de tecnologia mundiais, com vasta experiência nas áreas de sustentabilidade e smart cities, posiciona-se como parceiro tecnológico de referência com visão, competência e capacidade de entrega ‘end-to-end’ no que à jornada de transformação com foco na sustentabilidade diz respeito”, refere Nuno Correia.

A Kyndryl não procura apenas a sustentabildiade nos projetos que integra, como também dentro de si. Os compromissos da Kyndryl para combater as alterações climáticas refletem isso, estando comprometida em ser net zero até 2040. A curto prazo, têm o objetivo de reduzir, até 2030, em 50% as emissões em toda a empresa.

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