Energia

Investigadores nacionais avaliam impacto das redes elétricas inteligentes

Estudo levado a cabo por quatro instituições centrou-se na otimização de recursos e modelos para definição de tarifas dinâmicas
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Redes elétricas inteligentes (Foto: P. Rie/ Pexels)
Redes elétricas inteligentes (Foto: P. Rie/ Pexels)

Qual é o potencial impacto económico e social das redes elétricas inteligentes? A questão reuniu investigadores das universidades de Coimbra, Beira Interior, Porto e Minho na elaboração de um estudo que aborda tecnologias resultantes de um projeto de investigação, com elevado potencial de desenvolvimento.

Pode definir-se rede elétrica inteligente como a que é capaz de monitorizar os fluxos de energia e, de forma automática, adotar medidas para garantir o equilíbrio entre o consumo e a produção, garantindo padrões de qualidade e segurança em todo o sistema.

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Rede elétrica (Foto: P. Rie/ Pexels)

O estudo foi desenvolvido tendo por base o projeto colaborativo Enhancing Smart Grids for Sustainability, que visou o desenvolvimento de novas soluções e tecnologias para os desafios futuros das redes elétricas inteligentes, considerando três vertentes principais - a rede de distribuição, os mercados e o consumidor final.

Um dos principais tópicos abordados pela investigação que envolveu as quatro universidades é o papel dos consumidores.

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Painéis solares em habitação (Foto: M. Frank/Unsplash)

Com a capacidade de fazer geração fotovoltaica e, eventualmente, armazenamento em baterias estáticas e baterias de veículos elétricos, o consumidor passa a ter um papel muito mais ativo para o equilíbrio e a eficiência global de todo o sistema elétrico”, sublinhou Carlos Henggeler, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, em comunicado.

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Professor Carlos Henggeler (Foto: FCTUC)

O trabalho desenvolvido centrou-se na otimização integrada de recursos energéticos do ponto de vista do consumidor e no desenvolvimento de modelos de otimização na ótica do comercializador de energia para a definição de tarifas dinâmicas (tarifas com preços variáveis no tempo de acordo com o preço dos mercados grossistas, o estado da rede e a disponibilidade de geração, entre outros fatores).

“No fundo são esses preços variáveis que induzem a mudança de comportamento dos consumidores”, concluiu o professor da Universidade de Coimbra.

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