Sustentabilidade

UE atrasada na redução de exposição a substâncias químicas, alertam ambientalistas

Estratégia para a Sustentabilidade dos Produtos Químicos da UE tem 13 objetivos e apenas um foi cumprido
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Rega de plantações (foto: Philip Junior Mail/Unsplash)
Rega de plantações (foto: Philip Junior Mail/Unsplash)

A União Europeia (UE) está a atrasar-se no compromisso de “reduzir significativamente” a exposição dos cidadãos a substâncias químicas perigosas, avisou o Gabinete Europeu do Ambiente (EEB), a maior rede de organizações ambientais da Europa.

Num comunicado no qual alerta para a lentidão na proteção contra produtos químicos, o EEB recorda o lançamento, há quatro anos, da Estratégia para a Sustentabilidade dos Produtos Químicos e diz que desde então apenas foi cumprido um dos 13 objetivos de referência da Estratégia. A Comissão adotou esta estratégia em 14 de outubro de 2020.

A iniciativa faz parte da ambição de poluição zero da UE, um compromisso fundamental do Pacto Ecológico Europeu, e visa “proteger melhor os cidadãos e o ambiente dos produtos químicos nocivos e impulsionar a inovação, promovendo a utilização de produtos químicos mais seguros e sustentáveis”, segundo a própria Agência Europeia das Substâncias Químicas (ECHA).

Num relatório com o título “Do risco à resiliência: Navegar rumo a um futuro livre de substâncias tóxicas”, o EEB revela que, embora a transição esteja a progredir em alguns domínios da segurança química, noutros está apenas no início.

São urgentemente necessários mais esforços” para reduzir o impacto das substâncias nocivas na saúde humana e no ambiente, e “tornar as substâncias químicas seguras e sustentáveis", tal como foi referido pelas agências europeias do Ambiente e das Substancias Químicas, diz o EEB.

E acrescenta que as mesmas agências observaram também que "a utilização global dos produtos químicos mais nocivos (em especial os cancerígenos, mutagénicos e tóxicos para a reprodução) continua a aumentar".

Além disso, diz, a produção da UE de produtos químicos continua a crescer e atingiu um máximo de uma década em 2022.

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