Sustentabilidade

Estudo deteta 2881 químicos em embalagens alimentares, 65% desconhecidos

Investigação internacional conclui que o vidro e a cerâmica são os materiais de contacto com alimentos mais seguros
Estudo sobre embalagens de cartão, plástico e vidro
Estudo sobre embalagens de cartão, plástico e vidro

Será que algumas embalagens de produtos alimentares são mais seguras do que outras para a nossa saúde? Haverá materiais usados em embalagens que poderão estar a contaminar os alimentos que ingerimos? Um novo estudo internacional publicado no Food Science and Nutrition Journal responde sim a ambas as questões.

Apesar da legislação sobre os materiais de contacto com alimentos ser muito restrita e estar em constante evolução, o aparecimento de novos tipos de embalagens e o crescimento da adesão aos serviços de entrega de comida podem levar-nos a levantar algumas dúvidas relacionadas com a segurança alimentar.

O estudo agora publicado apresenta resultados verdadeiramente reveladores. Provavelmente o mais surpreendente (e preocupante) seja o facto da maioria dos produtos químicos encontrados em embalagens (65%) serem ainda desconhecidos, nunca tendo sido registados em qualquer regulamentação ou lista da indústria.

A investigação debruçou-se sobre um total de seis grupos de materiais (Food Contact Materials – FCMs), nos quais foram detetados 2881 produtos químicos (Food Contact Chemicals – FCCs) que podem efetivamente migrar para o conteúdo alimentar, tornando altamente provável a sua exposição a humanos.

Mais de dois terços dos FCCs (1975) foram identificados em FCMs de plástico, seguidos pelo papel e cartão (887), outros FCMs (760) e multi-materiais (614). O menor número de FCCs foi detectado no metal (251) e no vidro e cerâmica (47).

A Friends of Glass, fórum europeu de consumidores que promove a escolha de produtos embalados em vidro e a reciclagem destas embalagens após a utilização, salienta que estes resultados vêm comprovar que o vidro é um dos dois materiais de contacto com alimentos mais seguros, o que está de acordo com a sua baixa complexidade química.

A entidade sublinha que o vidro tem origem apenas em matérias-primas provenientes da natureza (areia de sílica, carbonato de sódio e calcário), que se traduzem num material estável e inerte, e em embalagens com uma única camada. Ou seja, não necessita de qualquer tipo de barreiras (ou plásticos) para estar em contacto com os alimentos e bebidas de forma segura.

A Friends of Glass reforça o apelo à escolha de embalagens alimentares em vidro, pelo facto deste material garantir as propriedades originais dos produtos, ser higiénico e assético, assim como sustentável. A sua reciclagem é integral e infinita, sem perda de qualidade durante o processo.

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