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Fertile Futures: chega a Lisboa a exposição que mostra o papel da arquitetura num futuro descarbonizado

A exposição portuguesa reúne um conjunto de modelos de jovens profissionais da arquitetura para um amanhã mais sustentável
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Exposição Fertile Futures (foto: Facebook)
Exposição Fertile Futures (foto: Facebook)

A exposição “Fertile Futures: Laboratório em Itinerância”, que parte do projeto exibido pela representação oficial portuguesa na 18.ª Bienal de Arquitetura de Veneza, vai ser inaugurada em 27 de janeiro, em Lisboa, anunciou a organização.

Até 27 de abril, o Palácio Sinel de Cordes, sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa, vai acolher o trabalho desenvolvido em torno do processo laboratorial que problematizou a gestão dos recursos hídricos no território português, com foco em sete hidro-geografias.

O projeto “Fertile Futures”, com curadoria de Andreia Garcia, da Architectural Affairs, representou Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza entre 20 de maio e 26 de novembro de 2023, sob o tema “O Laboratório do Futuro”.

Selecionado por um concurso promovido pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), o projeto defendeu a “pertinência do contributo da arquitetura no redesenho do futuro descarbonizado, descolonizado e colaborativo”, respondendo à convocatória lançada pela curadora-geral desta edição da bienal, Lesley Lokko, sobre contextos que testemunham condições climáticas extremas.

A exposição portuguesa reúne um conjunto de modelos de jovens profissionais da arquitetura para um amanhã mais sustentável, e baseia-se em sete casos que exemplificam a ação antropocêntrica sobre recursos na Bacia do Tâmega, Douro Internacional, Médio Tejo, Albufeira do Alqueva, Perímetro de Rega do Rio Mira, Lagoa das Sete Cidades; e nas Ribeiras Madeirenses.

“Elemento vital às espécies humana e não-humana, mas também metafórico e emocional, a água doce é simultaneamente política e economia. É por isso urgente a discussão pública sobre a proteção, a gestão e o futuro deste recurso natural”, defendem os autores do projeto, alertando que já existem “manifestações dramáticas em distintas especificidades do território português”.

Além do projeto expositivo em Veneza, “Fertile Futures” envolveu uma investigação multidisciplinar que aliou cinco assembleias de pensamento, um seminário internacional de verão e duas publicações, que serão também apresentadas na sede da Trienal.

Nos sete meses da bienal, o pavilhão de Portugal em Veneza foi visitado por cerca de 34 mil pessoas, segundo dados da DGArtes.

Na inauguração, marcada para 27 de janeiro, às 15h00, estarão presentes a curadora, Andreia Garcia, o diretor-geral das Artes, Américo Rodrigues, e o diretor executivo da Trienal de Arquitectura de Lisboa, Manuel Henriques.

Será ainda lançada a publicação “Fertile Futures—Vol.2”, e realizada uma visita guiada pela equipa curatorial e equipas artísticas, com uma assembleia de pensamento. O programa integra visitas guiadas para grupos e oficinas para escolas.

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