Mobilidade

Vendas de automóveis novos na Europa piores do que em 2020

Se o ano passado já não foi animador, o que dizer de 2021. Nem mesmo com três dos principais mercados a subir se evita que os resultados globais sejam negativos
Automóveis novos na Europa
Automóveis novos na Europa
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A culpa é da escassez no fornecimento de chips, diz a Associação dos Construtores de Automóveis Europeus (ACEA), para justificar a queda nas vendas de novos automóveis que se está a verificar no velho continente e que coloca o ano corrente com um desempenho inferior ao registado em 2020.

O impacto da escassez de microchips na produção de veículos trouxe o desempenho de vendas da União Europeia, até à data, para território negativo, apesar do recorde em baixa registado em 2020”, afirmou a ACEA numa declaração. A falta daqueles componentes, essenciais para o funcionamento de múltiplos equipamentos, implica que as vendas de veículos estejam em queda pelo quinto mês consecutivo.

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De acordo com a associação, as vendas na Europa no mês de novembro recuaram 20,5% comparativamente com o ano anterior. Foram comercializadas 713.346 unidades, o que colocou o último mês completo como o pior desde 1993, em termos de volume.

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Em alguns dos principais mercados, como é o caso da Alemanha e de Itália, as perdas foram ainda mais significativas – menos 31,7% e menos 24,6%, respetivamente. Em Espanha as vendas desceram 12,3%, enquanto que em França a queda foi menor – menos 3,2%. Bulgária, Irlanda e Eslovénia foram os únicos países a registar um crescimento em novembro.

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Analisando o ano de 2021, decorridos 11 meses completos, o impacto da falta de chips arrasta a indústria europeia para terreno negativo, com uma queda nas vendas de 0,04% face a 2020, um ano já de si muito pouco animador. A Alemanha regista menos 8,1% automóveis vendidos, muito embora os restantes três principais mercados registem subidas – Itália (+8.6%), Espanha (+3.8%) e França (+2.5%).

Tendência de vendas já tinha sido registada em outubro

Ao nível dos construtores, o ano de 2021 tem sido sinónimo de bons resultados para alguns e de resultados negativos para outros. No primeiro caso encontram-se os grupos Stellantis (mais 0,4%), Hyundai/ Kia (mais 20,4%) e Toyota (mais 12%). Com menos razões para sorrir estão os construtores Volkswagen (menos 1,6%), Renault (menos 9,9%) e Mercedes (quebra de 11,6%).

(Fotos: A. Za, E. Mclean e I. Cajina/Unsplash)

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