Energia

Crise energética leva empresas na Alemanha a apostarem forte em hidrogénio

Apesar de estarem a ser encontradas soluções menos amigas do ambiente par ao imediato, hidrogénio é a solução para o futuro
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Hidrogénio (Foto: Vanitjan/Freepik)
Hidrogénio (Foto: Vanitjan/Freepik)

Desde o início da guerra russa na Ucrânia que o mercado energético tem estado em crise. Os preços alarmantes têm obrigado empresas a procurar alternativas para baixar a sua fatura de eletricidade. Na Alemanha, há já companhias que veem o hidrogénio como a melhor solução para o futuro.

A curto prazo, no entanto, a resposta para as necessidades energéticas poderá passar por fontes com grandes quantidades de emissões de gases com efeito de estufa. Até porque, de acordo com a Reuters, a Alemanha ainda não tem as infraestruturas de hidrogénio necessárias para dar resposta às necessidades energéticas das empresas.

Hidrogénio na Alemanha - AWAY
Alemanha vai ter comboios a hidrogénio (foto: Sabrina Adeline Nagel/evb)

Uma das várias empresas que começam a ver o hidrogénio como a possível solução é a Kelheim Fibers, uma empresa de fibras da Bavaria que disse à Reuters que 60% a 70% das suas despesas vêm dos consumos energéticos.

Neste caso, a companhia já está a substituir o gás por óleo de aquecimento. Enquanto isso, começa a falar com fornecedores para perceber se é possível importar cerca de 30 mil toneladas de hidrogénio por ano já a partir de 2025.

Esta é apenas uma das várias empresas um pouco por toda a Alemanha e Europa que começam a procurar opções energéticas diversificadas para garantir a continuação dos seus negócios.

Como a Alemanha está a gerir a crise energética

Como vários países por todo o mundo, a Alemanha viu-se forçada a encontrar soluções para as suas necessidades energéticas depois de a Rússia ter fechado as torneiras do gás natural. Entre as medidas tomadas, reativou e estendeu a vida de centrais elétricas a carvão e manteve a produção de energia nuclear até 2023.

Carvão na Alemanha - AWAY
Carvão na Alemanha (foto: Michael Probst/AP)

As soluções, apesar de eficazes para reduzir a crise energética, representam um problema para o ambiente. Por isso, não é de estranhar que no final de 2022, o ministro da Economia tenha anunciado a construção da primeira rede de gasodutos para hidrogénio do país.

Também foi anunciada a criação de um plano de ação para ajudar pequenas e médias empresas a fazer a transição para uma produção menos poluente e neutra para o ambiente.

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