Sustentabilidade

Alerta! Fenómeno climático El Niño pode regressar em 2023

Gabinete de Meteorologia da Austrália aponta para uma probabilidade de 50% do fenómeno extremo acontecer este ano
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El Niño causa cheias no Peru em 2017 (foto: Ernesto Benavides/ AFP via Getty Images)
El Niño causa cheias no Peru em 2017 (foto: Ernesto Benavides/ AFP via Getty Images)

No final de 2023 o mundo poderá enfrentar um El Niño. O fenómeno climático descrito pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) como o aquecimento anómalo das águas superficiais do sector centro-leste do Oceano Pacífico, pode ter consequências devastadoras.

A previsão é do Gabinete de Meteorologia da Austrália (BOM, na sigla original) através do recurso a sete modelos de previsão diferentes que sugerem que as temperaturas da superfície do mar vão superar o limiar El Niño até agosto.

O organismo australiano aponta para uma probabilidade de 50% de em 2023 se dar o fenómeno oceano-atmosférico que, de acordo com o IPMA, afeta o clima regional e global, assim como a circulação geral da atmosfera, e é responsável por anos considerados secos ou muito secos.

El Niño - AWAY
El Niño provoca seca na Costa Rica em 2019 (foto: Ezequiel Becerra/ AFP via Getty Images)

Falar do El Niño é sinónimo de desequilíbrio climático a nível global e de efeitos dramáticos. O fenómeno pode causar desde ondas de calor até tempestades mais fortes e é responsável pelo aumento da temperatura global e pelo agravamento de eventos climáticos extremos.

Segundo o IPMA, o fenómeno El Niño ocorre em intervalos médios de 4 anos e persiste de 6 a 15 meses.

Caracteriza-se por provocar um clima mais seco e quente no norte dos Estados Unidos e chuvas intensas e inundações na costa e sudeste do país.

Incêndios florestais - AWAY
El Niño aumenta probabilidade de ocorrerem incêndios florestais (foto: Justin Sullivan/ Getty Images)

Na Europa, pode levar a invernos mais frios e secos no norte e invernos mais húmidos no sul, ao passo que na região da Indonésia e Austrália poderá resultar num clima mais quente e seco, aumentando a probabilidade de ocorrerem incêndios florestais.

Já as monções na Índia e as chuvas na África do Sul poderão ser reduzidas, enquanto a África Oriental poderá ter mais chuvas e inundações.

Ao nível das consequências para a vida marinha, o aquecimento das águas poderá traduzir-se na redução da quantidade de fitoplâncton ao longo da costa, resultando em menos comida disponível para certas espécies de peixes.

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