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Corte de centenas de azinheiras em Leiria está a ser investigado

Associação ambientalista Milvoz denunciou corte e Câmara vai averiguar se houve ilegalidade
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Árvore (foto: Jan Huber, Unsplash)
Árvore (foto: Jan Huber, Unsplash)

A associação ambientalista Milvoz denunciou o corte de várias centenas de azinheiras em área classificada como Rede Natura 2000 no concelho de Alvaiázere (Leiria), estando a Câmara a averiguar se foi cometida alguma ilegalidade.

“Estamos a falar de várias centenas, desde azinheiras de porte arbustivo a azinheiras já de porte consideravelmente arbóreo” , afirmou hoje à agência Lusa o vice-presidente da Milvoz - Associação de Proteção e Conservação da Natureza, Manuel Malva.

Segundo Manuel Malva, trata-se, “certamente, de várias centenas, até porque a intervenção decorre ao longo de alguns quilómetros, na estrada que liga Pelmá a Loureira”.

“Vemos esta intervenção com bastante estupefação, porque ainda que saibamos que está a ser implementado um plano de execução de faixas de gestão de combustível, esta zona é particular, dado que estamos a falar de um território classificado ao abrigo de diretivas europeias, nomeadamente que acolhe um habitat protegido, que é o azinhal, protegido por legislação nacional e internacional”, alertou o biólogo.

O dirigente salientou que a associação esperava, “pelo menos, que houvesse um cuidado reforçado ao intervir nestas áreas”, mas o que ocorreu foi “uma intervenção completamente descuidada, muito pouco criteriosa e é um autêntico desrespeito” da proteção da azinheira.

De acordo com Manuel Malva, além das azinheiras cortadas, há outras “mutiladas de uma forma muito pouco profissional ou sequer cumprindo critérios técnicos básicos, num território que devia fazer desta espécie” a sua bandeira.

“Muito provavelmente esta intervenção está legal, só que, apesar de estar legal, é uma má prática que está a ser levada a cabo de norte a sul do país e que está a ser feita sem nenhum tipo de critério, não está a ter em conta os valores naturais”, declarou, considerando que, no caso da situação de Alvaiázere, se está perante “mais uma implementação cega desta lei das faixas de gestão de combustível”.

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