Sustentabilidade

COP26: Brasil vai pôr travão à desflorestação da Amazónia

Governo de Jair Bolsonaro assinou compromissos para parar com desflorestação e para reduzir emissões de metano até 2030
Desflorestação na Amazónia
Desflorestação na Amazónia
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Durante a COP26, a Cimeira do Clima que está a decorrer em Glasgow até dia 12 de novembro, o Brasil comprometeu-se com o fim da desflorestação na Amazónia e com a redução das emissões de metano para a atmosfera.

O governo de Jair Bolsonaro tem dado que falar um pouco por todo o mundo devido à postura nada positiva face à desflorestação no Brasil e à crise climática. No entanto, parece que vai haver mudanças e que o Brasil se prepara para assumir um compromisso para diminuir a sua pegada ecológica.

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Durante a cimeira, mais de 100 líderes assinaram a promessa de travar e reverter a desflorestação até 2030 e, entre todos os assinantes, encontra-se o Brasil que nos últimos anos tem sido responsável pela desflorestação na Amazónia.

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No arranque da COP26, o secretário-geral da ONU deixou aviso ao mundo
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Poucos dias antes, o secretário para os assuntos políticos multilaterais do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Paulino de Carvalho Neto, em declarações à Bloomberg, admitiu que “sem dúvida, um dos nossos maiores desafios será lutar contra a desflorestação. (…) Reduzir a desflorestação irá cortar imenso as nossas emissões, por isso todos os nossos esforços devem-se concentrar nessa área.

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Mas este não foi o único compromisso que o governo de Jair Bolsonaro fez na cimeira, comprometendo-se também a reduzir as suas emissões de metano. Esta promessa tem grande peso uma vez que o país é um dos cinco maiores emissores do mundo.

O metano, apesar de não ficar tanto tempo na atmosfera comparativamente ao dióxido de carbono, contribui mais para o aquecimento global. Normalmente é gerado em aterros de lixo, na produção de petróleo e na criação de gado.

Lê aqui o compromisso dos EUA na COP26

O Brasil já se tinha comprometido com a diminuição em 43% das suas emissões em 2030, face aos valores de 2005, mas, de acordo com o secretário do governo brasileiro, há planos para que a redução seja mais drástica. Até agora ainda não foram divulgados as novas metas de redução. 

O país da América do Sul comprometeu-se ainda com a neutralidade carbónica até 2050.

A COP26 junta mais de 120 líderes mundiais com o objetivo de rever os compromissos feitos no Acordo de Paris. A Cimeira do Clima está a decorrer desde dia 31 de outubro até 12 de Novembro, em Glasgow.

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Nos primeiros dois dias, as reuniões foram marcadas pelos discursos dos vários líderes políticos. Nos próximos dias, o foco estará nas finanças climáticas e nas negociações para se conseguir descarbonizar a economia.

(Fotos: Leo Correa/AP e Nathalia Segato, Sebastien Goldberg e Lucas Marcomini/Unsplash)

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