Sustentabilidade

COP26: Chega. Estamos a cavar as nossas sepulturas

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas lança forte alerta no arranque da Cimeira do Clima
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António Guterres, secretário-geral ONU
António Guterres, secretário-geral ONU

Os primeiros discursos dos principais líderes mundiais na COP26, a Cimeira do Clima que decorre em Glasgow até dia 12 de novembro, foram de forma geral todos na mesma direção: é urgente agir para proteger o planeta do que pode bem vir a ser uma inevitabilidade.

Depois do encontro do G20 (ver aqui) em que alguns compromissos ficaram, na verdade, aquém do desejado, esta cimeira é encarada como uma última oportunidade de assumir a necessidade de agir contra algumas das causas das alterações climáticas.

Nomeadamente a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 graus centígrados (referido no final da G20), a suspensão de subsídios para novas centrais de carvão e o objetivo de chegar a 2050 com neutralidade carbónica (que nem todos os países subscrevem).

Dos vários apelos e discursos, o destaque do primeiro dia da COP26 foi por inteiro para o Secretário-Geral das Nações Unidas.

António Guterres utilizou frases fortes e deixou uma ideia clara: “É tempo de dizer chega. Estamos a cavar as nossas sepulturas”. Esta frase foi utilizada no contexto da atual forte dependência dos combustíveis fósseis.

O responsável máximo das Nações Unidas relembrou que os seis anos que medeiam entre a última conferência do clima (Paris, 2015) e Glasgow, foram os mais quentes de sempre e o nível do mar subiu para níveis médios nunca antes registados.

Guterres alertou de que se não for assumido um compromisso sério, que leve a ações concretas, que tenham como efeito uma significativa redução de emissões de gases, pode-se perder a meta de 1,5 graus centígrados.

(Foto: ONU/Media)

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