Sustentabilidade

Estudo alerta: é urgente a proteção de fungos aquáticos em oceanos e rios

O impacto da poluição e do aquecimento global nos fungos aquáticos obriga a pensar urgentemente na sua preservação
Estudo internacional estuda fungos aquáticos
Estudo internacional estuda fungos aquáticos

Muito se fala sobre a importância de se proteger os mares e oceanos e as suas espécies, e facilmente se encontram estudos que demonstram o impacto das alterações climáticas e da poluição nas águas do mundo. Agora, um novo estudo internacional, no qual participou a Universidade de Coimbra, alerta para a urgência de proteger os fungos aquáticos.

De acordo com o estudo intitulado “Aquatic fungi: largely neglected targets for conservation” – em português, “Fungos aquáticos: alvos amplamente negligenciados para conservação” –, os fungos aquáticos têm um papel preponderante nos ecossistemas aquáticos, uma vez que interferem com as cadeias alimentares, com o ciclo de nutrientes, matéria e energia e na purificação da água.

Ainda assim, há pouca investigação sobre que impacto têm tido as alterações climáticas e a poluição nestes organismos invisíveis a olho nu. Os poucos estudos que foram feitos focam-se no impacto dos fungicidas na população de fungos. No entanto, alertam os cientistas, outros poluentes, como produtos farmacêuticos, metais e microplásticos também afetam os fungos.

No estudo, os autores frisam que, não existindo medidas de conservação, estes organismos podem extinguir-se e que isso trará consequências imprevisíveis para os ecossistemas marinho e de água doce.

Como tal, o estudo aponta algumas medidas de gestão para os ecossistemas aquáticos, como a restauração de habitats-chave, renaturalização de massas de água ou controlo de introdução de espécies exóticas invasoras. Estas medidas devem ser adaptadas conforme as particularidades dos fungos, de forma a proteger estes organismos, ao mesmo tempo que se faz a manutenção das suas funções-chave.

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