Sustentabilidade

Pode o feijão salvar o mundo? Grupo de ambientalistas acredita que sim

Ativistas consideram a leguminosa a melhor solução para diminuir os gases de efeito de estufa e para reduzir a fome no mundo
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Feijões poderão salvar o mundo? (foto: Tijana Drndarski/Unsplash)
Feijões poderão salvar o mundo? (foto: Tijana Drndarski/Unsplash)

Todos conhecemos o feijão como um alimento básico da nossa alimentação, o que tem levado grupos de ambientalistas a colocar uma questão – pode esta leguminosa salvar o mundo? A resposta é sim, o que pode parecer estranho, mas passamos a explicar.

Coordenada pelo projeto Sustainable Development Goals (SDG2) das Nações Unidas, a iniciativa “Beans is Howestá a ser levada a cabo por um grupo de ambientalistas como forma de promover o feijão como a solução para alguns dos maiores desafios que o mundo enfrenta, nomeadamente as alterações climáticas, os problemas de saúde e os de carácter económico.

Feijões - AWAY
Feijão ainda pouco consumido face à proteína animal (Foto: B. Subrizi/ Unsplash)

O grupo em questão acredita que duplicar o consumo do feijão pode ajudar a proteger o planeta e a enfrentar a crise económica provocada pelo aumento do custo de vida. Na sua opinião, o alimento proporciona refeições nutritivas e de baixo custo, ao mesmo tempo que tem um papel importante para travar as alterações climáticas.

Embora a produção de alimentos seja responsável por uma quantidade significativa da emissão de gases de efeito de estufa, é certo que uns contribuem para tal de forma mais acentuada, como é o caso da proteína animal.

Lê também: milhões de toneladas de alimentos desperdiçados anualmente no mundo

O cultivo de feijão, pelo contrário, produz níveis reduzidos daquele tipo de gases, enquanto contribui para a melhoria do estado geral dos solos.

Segundo o grupo de ambientalistas, apenas 21 gramas de leguminosas são consumidas diariamente por pessoa, contra 112 gramas de carne. O seu objetivo é inverter este desequilíbrio, aumentando o consumo de feijão para o dobro. Dessa forma acreditam que se conseguirá reduzir a pressão sobre o planeta e, em simultâneo, combater a fome que afeta quase 50 milhões de pessoas no mundo.

 

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