Energia

Novo recorde no consumo global de energia solar e eólica

Energia solar e eólica continuam em crescimento e representaram 12% do consumo total global em 2022
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Energia solar e eólica (foto: Sean Gallup/Getty Images)
Energia solar e eólica (foto: Sean Gallup/Getty Images)

A produção de energias renováveis está a bater recordes a nível mundial. Em 2022, a energia solar e eólica representaram 12% da produção energética global, a percentagem mais alta de sempre.

A conclusão surge no último Global Electricity Review desenvolvido pelo think tank Ember e que mostra que podemos estar a entrar numa nova fase em que as energias fósseis começam a perder força e a produção renovável ganha destaque. Em 2022, 39% da eletricidade usada era de fontes renováveis e nuclear.

Energia eólica - AWAY
Energia eólica representou 7,6% do consumo total (foto: John Moore/Getty Images)

O relatório, que inclui dados de 78 países que representam 93% do consumo global de eletricidade em 2022, mostra que a percentagem de energia eólica no consumo subiu 17% de 2021 para 2022, passando de 6,6% para 7,6% do consumo total.

Ainda assim, a energia solar surgiu como a fonte com maior crescimento pelo 18.º ano consecutivo, aumentando 24% de 2021 para 2022. Do total da energia usada o ano passado, 4,5% era solar, mais do que em 2021, quando foi apenas 3,7%.

De acordo com o relatório, é a energia hidroelétrica a que mais contribui para o consumo a partir de fontes renováveis, representando 15% do consumo total. Logo de seguida, vem a energia nuclear, com 9%.

E apesar de estarmos cada vez mais focados nas energias limpas, os combustíveis fósseis ainda foram responsáveis por abastecer 61% do consumo total. Só o carvão gerou 36% da eletricidade usada em 2022.

Central a carvão - AWAY
Central a carvão (foto: Olivia Zhang/AP)

Tudo isto fez com que as emissões do setor energético aumentassem em 1,3%, atingindo um novo máximo. Esta percentagem poderia chegar 20% caso não houvesse produção eólica e solar.

O Ember acredita que 2022 pode ter sido o ano em que se atingiu o pico das emissões e que a partir de 2023 há uma grande possibilidade de começarmos a reduzir o consumo de energias fósseis e consequentemente baixar as emissões, algo essencial para descarbonizar o setor até 2040.

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