Energia

Produção Solar atinge 10% do consumo pela primeira vez em julho

Energias renováveis abastecem 58% do consumo nacional desde janeiro
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Energia solar - imagem ilustrativa (foto: captura REN)
Energia solar - imagem ilustrativa (foto: captura REN)

A produção de energia solar representou, pela primeira vez, 10% do consumo de energia elétrica nacional durante um mês, no passado mês de julho.

Dados da REN (Redes Energéticas Nacionais) revelam que as energias renováveis representaram 44% do consumo em julho, com a energia eólica em destaque com 22%, seguida da solar com 10% e hídrica e biomassa ambas com 6%. A produção não renovável e a energia importada representaram ainda assim 56% da produção, repartida em percentagem idêntica.

Ainda de acordo com os dados oficiais revelados durante esta semana, julho foi um mês com uma diminuição de consumo de energia elétrica da ordem dos 5,4%, relativamente ao período homólogo, facto atribuído às temperaturas moderadas sentidas nesse período.

Já nos primeiros sete meses do ano, o consumo diminuiu 0,9% face ao período homólogo, ou seja, um recuo de 0,8% tendo em conta a correção da temperatura e dias úteis. Esta queda é explicada pelo aumento do autoconsumo a partir de produção fotovoltaica, sem o qual o consumo elétrico estaria em linha com o do ano anterior.

No período de janeiro a julho, a produção renovável abasteceu 58% do consumo, repartida pela eólica com 24%, hidroelétrica com 21%, fotovoltaica com 7% e biomassa com 6%. A produção a gás natural abasteceu 21% do consumo enquanto os restantes 21% corresponderem à energia importada.

Consumo de gás natural em queda

No que toca ao consumo de gás natural, durante os primeiros sete meses do ano diminuiu de 20%, penalizado pela queda de 4,8% registada no segmento convencional e de 39% no elétrico. Trata-se do consumo mais baixo do sistema nacional desde 2014, para este período.

Em julho manteve-se essa tendência de contração no mercado do gás natural, com uma diminuição homóloga de 16%. Foi repartida pelo segmento convencional, com menos 3,8%, e pelo segmento de produção de energia elétrica com um recuo de 20%. No caso do segmento de produção de energia elétrica, a quebra foi devido à maior disponibilidade de energia renovável este ano.

Em julho o abastecimento nacional efetuou-se quase integralmente a partir do terminal de GNL de Sines, com o saldo de trocas através da interligação com Espanha a registar um saldo exportador equivalente a cerca de 9% do consumo nacional.

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