Sustentabilidade

Conferência dos oceanos: reconhecer o falhanço com promessa de fazer melhor

Declaração de Lisboa admite falhanço na proteção dos oceanos e deixa compromissos para proteger a vida marinha
Altice Arena (Foto: Sofia Pedro/Flickr)
Altice Arena (Foto: Sofia Pedro/Flickr)

Hoje, dia 1 de julho, foi o último dia da Conferência da ONU dos Oceanos de Lisboa e ficou marcado pela adoção da declaração política sobre a defesa dos oceanos. No documento, os líderes mundiais reconhecem a necessidade de mais ambição para mitigar o “falhanço coletivo” na defesa e preservação dos ecossistemas marinhas e na pesca sustentável.

No documento final, que ficará conhecido como Declaração de Lisboa, é assumido que as metas definidas em 2020 em relação à proteção da vida marinha (Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 14) não foram alcanças. Ou seja, falhou-se na proteção e restauração de ecossistemas, na aposta em pesca sustentável, na conservação de áreas costeiras e marinhas e na eliminação de subsídio que contribuem para a sobrepesca.

Os líderes, através do documento, mostram-se alarmados com a subida do nível das águas, o agravamento da erosão costeira, a acidificação e aquecimento do mar e com a poluição.

Para minimizar e recuperar as águas e os ambientes marinhos, os líderes comprometem-se em criar leis contra a poluição por plástico que tenham aplicação aos ambientes marinhos.

De acordo com a Lusa, ficou também na Declaração de Lisboa o compromisso de “reduzir as emissões de gases com efeito de estufa do transporte marítimo internacional, especialmente do transporte de mercadorias, assim que possível", apoiando a Organização Marítima Internacional na liderança do processo.

Fica também a promessa de ter soluções assentes em “ações inovadoras” que tenham por base a ciência, a colaboração internacional e as parcerias científicas.

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