Mobilidade

Barco com asas como os aviões? Estas são verticais e sustentáveis

Oceanbird é um conceito de embarcação com motor que usa asas verticais para navegar nos mares
Texto
Hidrogénio e navegação autónoma em barco futurista da Hyundai

Antes dos combustíveis fósseis e dos motores, as grandes embarcações navegavam o mundo apenas com a força do vento. E agora, numa altura em que é essencial reduzir as emissões poluentes, parece que o vento volta a ganhar destaque no universo dos barcos.

O conceito é novo, mas não deixa de ser inspirado no antigamente. É um navio que não usa velas, mas algo semelhante a asas que ajudam a navegar sem precisar de recorrer (tanto) a motores. Falamos do Oceanbird que nasceu da necessidade de eliminar emissões da navegação.

Navio Oceanbird - AWAY
Navio Oceanbird tem velas inspiradas em asas (imagem: divulgação)

Criado a partir de uma ideia da Wallenius Marine e desenvolvido em parceria com a KTH Royal Institute of Technology e a Rise (antiga SSPA), o Oceanbird é uma embarcação desenhada para ser eficiente na água.

As asas verticais aliam-se a um casco com um formato próprio e as recomendações de rotas e velocidade especificas permitem que o barco consiga reduzir as suas emissões em até 90%. Isto é possível já que a força do vento torna-se a principal energia e o motor é só usado em alguns momentos essenciais.

Velas são asas verticais para diminuir emissões

O que torna este conceito realmente inovador são as asas verticais, mais semelhantes às usadas em aviões do que às tradicionais velas de navegação. A aerodinâmica é por isso um fator central neste elemento, constituído por uma parte central e uma aba.

Para garantir que não interferem com a navegação e que não impedem o barco de passar por baixo de pontes ou entrar no porto, a asa dobra-se ao meio e depois baixa.

Apesar de o conceito estar focado na criação de barcos de raiz, estas velas semelhantes a asas podem ser colocadas em embarcações já no ativo para torná-las mais eficientes.

Navio Oceanbird - AWAY
Velas podem ser recolhidas (imagem: divulgação)

O Oceanbird ainda não é um projeto terminado, mas um conceito em desenvolvimento. Por agora, está a ser desenvolvido um software que permite ajustar as asas verticais de forma automática para que estejam na melhor posição para aproveitar o vento.

Apesar de ainda ser um conceito em desenvolvimento, já há uma previsão de data para o primeiro barco da Oceanbird chegar à água: fim de 2026 ou início de 2027. Esta embarcação vai chamar-se Orcelle Wind, vai ter seis asas verticais e vai servir para transportar 7 mil carros. É uma encomenda da Wallenius Wilhelmsen.

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