Energia

EDP Ventures avança com importante investimento no hidrogénio

A startup francesa HySilabs irá receber 2 milhões de euros da EDP Ventures para desenvolver soluções para hidrogénio
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HySiLabs está a desenvolver novas soluções de hidrogénio (foto: Divulgação)
HySiLabs está a desenvolver novas soluções de hidrogénio (foto: Divulgação)

A EDP anunciou um importante financiamento de 2 milhões de euros na startup francesa HySiLabs para acelerar projetos energéticos na área do hidrogénio.

O investimento é realizado através da EDP Ventures, empresa de capital de risco da EDP e tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de uma nova tecnologia da HySiLabs que pretende dar resposta aos desafios do transporte e do armazenamento de hidrogénio, através de um método mais simples e económico.

Baia Algeciras - Away
EDP anunciou um acordo com a CEPSA para desenvolvimento do negócio de hidrogénio na Baía de Algeciras (foto: Marcos Moreno/Anadolu Agency via Getty Images)

Além da EDP Ventures, a operação de financiamento liderada pela Equinor Ventures contou com o Fundo do Conselho Europeu de Inovação e a PLD Automóvel, e ainda com o apoio dos investidores Kreaxi, Région Sud Investissement e CAAP Création – no total, esta ronda Série A somou um valor total de 13 milhões de euros que será completado com capital adicional num segundo fecho previsto para fevereiro deste ano.

A EDP acredita que o hidrogénio renovável será um facilitador fundamental para a transição energética e pretende ser um agente ativo no seu desenvolvimento à escala global

“Enquanto nos concentramos na sua produção, vemos a tecnologia da HySiLabs como um impulsionador inovador para a criação de um mercado mundial de hidrogénio renovável." - referiu ainda Luis Manuel, membro do conselho de administração da EDP Inovação, da qual a EDP Ventures faz parte.

Inovação poderá revolucionar indústria de hidrogénio

De acordo com o comunicado de imprensa a inovação criada por esta startup está no processo único criado para trancar moléculas de hidrogénio num veículo líquido à base de sílica, a partir do qual pode depois ser libertado sempre que necessário.

Os primeiros testes deram sinais muito positivos, demonstrando que o transporte é estável e que o hidrogénio pode ser armazenado em segurança em infraestruturas com as devidas condições de pressão e temperatura.

Neste modelo, a molécula requer energia para fixar o hidrogénio no transportador, mas nenhuma para o libertar, o que é uma diferença significativa face às soluções atuais. Num futuro em que se espera que a produção de hidrogénio seja transferida para centros de energia, esta capacidade de libertar hidrogénio sem um custo energético oferece um enorme potencial.

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