Sustentabilidade

Telemóvel avariado? UE quer que seja mais fácil repará-lo para não acabar no lixo

Diretiva de direito à reparação serve para evitar que se coloquem no lixo produtos eletrónicos avariados com arranjo
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Reparação de telemóvel (foto: Kilian Seiler/Unsplash)
Reparação de telemóvel (foto: Kilian Seiler/Unsplash)

A União Europeia (UE) quer que mais equipamentos elétricos sejam reparados em vez de substituídos. Uma nova diretiva aprovada pela UE dá mais direitos aos consumidores de verem os seus produtos, como máquinas de lavar roupa ou telemóveis, reparados.

De acordo com a Reuters, a nova diretiva surge com três grandes objetivos: diminuir a produção de lixo ao incentivar a reparação dos produtos estragados, criar postos de trabalho para que se possam fazer as reparações e diminuir a dependência de matérias-primas de fora da UE.

De acordo com a nova regra agora aprovada, durante o período de garantia legal, os consumidores vão poder escolher entre ver os seus produtos reparados ou substituídos.

Máquina de lavar roupa - AWAY
Máquina de lavar roupa (foto: Emily Chung/Unsplash)

Também no período da garantia, as empresas vão ter de reparar os produtos de graça – se for mais barato do que a substituição –, e terão de garantir reparações a um preço acessível por entre cinco a dez anos depois da compra do produto.

Fabricantes e distribuidores vão ter também de informar os consumidores do seu direito de ter os produtos reparados e vão ter de garantir peças suplentes a preços acessíveis para reparadores independentes das marcas.

O direito à reparação vai ser aplicado a produtos tais como telemóveis, tablets, máquinas de lavar roupa e loiça, frigoríficos, aspiradores, entre outros. Baterias de bicicletas elétricas também deverão ser incluídas mais tarde nesta regra.

Os países na União Europeia terão de promover reparações, e uma nova plataforma online vai permitir que as pessoas vejam onde poderão arranjar os seus produtos, comprar produtos reparados ou vender produtos com defeitos.

Assim que a diretiva for oficializada – algo que deverá acontecer durante 2024 – os países da UE vão ter 24 meses para a pôr em ação.

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