Sustentabilidade

Estudo alerta para poluição das águas na costa do Algarve

Projeto internacional aponta ação humana como uma das principais causas para os níveis de poluentes na zona litoral
Poluição na costa do Algarve (Foto: V. Moscaliova/Unsplash)
Poluição na costa do Algarve (Foto: V. Moscaliova/Unsplash)

Os mares e rios estão cada vez mais poluídos e parece que se torna perto do impossível encontrar cursos de água em que não se sinta o impacto da poluição. Agora, foram identificados metais pesados e contaminantes orgânicos ao longo da zona litoral do Algarve, entre Sagres e Portimão.

De acordo com um estudo realizado pela OnOff, um projeto internacional de que a Universidade de Coimbra faz parte que analisa fenómenos humanos e naturais na zona costeira do Algarve, presença de poluentes tanto orgânicos e inorgânicos diretamente ligados à atividade humana naquela costa. Estes poluentes, entre eles metais pesados e microplásticos, estão a ter um impacto negativo na biodiversidade.

Com as análises que têm sido levadas a cabo, foi possível identificar que, nos anos 1960, houve um pico de poluição que, entretanto, tem vindo a abrandar, ainda que de forma lenta. Esta diminuição não se verifica na zona do rio Arade por serem feitas descargas regulares neste curso de água.

Os níveis de poluição parece que não irão diminuir, em parte por causa das alterações climáticas. Pode parecer estranho, mas, como é explicado em comunicado, os níveis energéticos de eventos como tsunamis, tempestades e cheias podem provocar desequilíbrios nos sistemas costeiros.

O projeto internacional, que também conta com as universidades de Lisboa e do Algarve, assim como com o Instituto Hidrográfico e a Agência Portuguesa do Ambiente, a Universidade de Aachen, na Alemanha, e o Serviço Geológico dos Estados Unidos, tem analisado eventos extremos, como tsunamis e tempestades, e os efeitos da contaminação humana na zona litoral do Algarve ao longo dos últimos 12 mil anos.

Para a reconstrução histórica, a equipa de investigadores da OnOff tem recolhido amostras de água, sedimentos e dados geofísicos entre os 500 metros e os 30 metros de profundida, o que lhes permite ver a evolução da zona e até produzir cenários de possíveis tsunamis e tempestades para a costa portuguesa, contribuindo para uma melhor gestão da área costeira.

(Foto: T. Mossholder/Unsplash)

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