Sustentabilidade

Um ovo que não nasce de uma galinha? Sim, já existe e é 100% vegetal

Inovação premiada é mais sustentável e serve, entre outros, a comunidade vegan e vegetariana
notEggo, o ovo que nasceu sem galinha
notEggo, o ovo que nasceu sem galinha

É tal e qual um ovo, com forma e consistência idêntica, mas não nasceu de uma galinha. O notEggo foi criado para satisfazer diferentes dietas e para consumidores com restrições alimentares e alergias. Este inovador produto alimentar, 100% de origem vegetal, é mais sustentável e tem pegada ambiental muito inferior à do ovo natural.

O projeto surgiu na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e venceu o Born from Knowledge (BfK) Awards, atribuído pela Agência Nacional de Inovação (ANI), no âmbito do prémio Ecotrophelia Portugal, promovido pela PortugalFoods.

Fonte de vitamina B5 (ácido pantoténico), rico em vitamina B12, com baixos teores de açúcar e gordura e fonte de proteína, o notEggo recorre a produtos nacionais e de agricultura biológica, e a sua base é composta por batata-doce e farinha de arroz (entre outros ingredientes), sendo praticamente 100% vegetal.

Uma embalagem de notEggo é composta por três ovos vegetais, cada um com 20 gramas repartidas pela gema com cinco gramas e a clara com 15. Além de assegurar a qualidade e segurança do produto, a embalagem permitirá simular a experiência de verdadeiramente partir um ovo.

O notEggo acaba por ser um substituto vegetal ao ovo, com forma e consistência parecida ao mesmo. Os promotores asseguram que é um produto único, já que os potenciais concorrentes são em pó ou líquidos, aplicados em receitas como ovos mexidos, omelete ou elemento de ligação.

Também de acordo com os promotores, este produto surge da necessidade de satisfazer os consumidores com alimentação vegetariana ou tendencialmente vegetariana e é um passo importante para promover a sustentabilidade alimentar.

As promotoras do projeto da UC, com Eduardo Bacelar, administrador da ANI

“Os desafios climáticos e a cada vez maior escassez dos recursos do nosso planeta têm sido um forte incentivo para que a comunidade científica, em conjunto com a indústria alimentar, inovar e alcançar soluções que garantam a nossa sobrevivência e reverta o impacto no planeta Terra. Projetos como este são de grande importância e mostram que Portugal está na linha da frente destas preocupações”, sublinha João Borga, administrador da ANI.

O Prémio ECOTROPHELIA tem como ambição promover a inovação, empreendedorismo e competitividade no setor agroalimentar a nível nacional e europeu, reunindo e desafiando estudantes, professores, investigadores e profissionais do setor a refletir sobre os produtos eco-inovadores do futuro.

Destinado a equipas multidisciplinares de dois a seis estudantes do ensino superior, o Prémio ECOTROPHELIA visa o desenvolvimento de um produto alimentar inovador e sustentável a vários níveis, desde o conceito, formulação, produção, packaging até aos planos de marketing, negócio e vendas, sem descurar as vertentes nutricional e sensorial.

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