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Ainda não é agora que se volta à Lua. Derrame de combustível trava missão

Esta seria a primeira tentativa norte-americana de aterrar na lua em mais de 50 anos
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Sonda Peregrine (foto: Cristobal Herrera Ulashkevich/EPA)
Sonda Peregrine (foto: Cristobal Herrera Ulashkevich/EPA)

A primeira tentativa norte-americana de aterrar na Lua em mais de 50 anos parece estar condenada depois de um derrame de combustível na nave de uma empresa privada poucas horas após o lançamento.

A Astrobotic Technology, com sede em Pittsburgh, conseguiu orientar a sua sonda Peregrine em direção ao sol para que o painel solar pudesse captar a luz solar e carregar bateria, enquanto uma equipa especial avaliava o estado do que foi descrito como “uma falha no sistema de propulsão”.

Foi, no entanto, detetada uma “crítica perda de combustível”, fragilizando mais ainda a esperança da uma aterragem na Lua, planeada para 23 de fevereiro”.

O problema foi reportado cerca de sete horas após a descolagem na madrugada de segunda-feira, 8 de janeiro, da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral.

De acordo com a empresa, um problema no sistema de propulsão “ameaça a capacidade de a nave pousar suavemente na Lua”, uma vez que a sonda está equipada com motores e propulsores para manobras, durante a fase cruzeiro, mas também para a descida.

Na noite de segunda-feira, a Astrobotic Technology divulgou uma fotografia tirada de uma câmara montada na sonda que diz mostrar uma “perturbação” numa secção do isolamento térmico, em linha com o que se sabe até ao momento sobre o problema.

A empresa pretendia ser a primeira do setor privado a aterrar, com sucesso, na Lua, algo que apenas quatro países conseguiram. Está previsto um segundo lançamento, em fevereiro, de uma empresa de Houston.

A NASA, que financiou em 108 milhões de euros a sonda Peregrine da Astrobotic Technology, pretende que as sondas privadas explorem o local antes da chegada de astronautas, fornecendo também experiências tecnológicas e cientificas à agência espacial, outros países e universidades.

Antes do voo, o vice-administrador associado de exploração da NASA, Joel Kearns, reconheceu que apesar de ser uma opção mais barata e rápida do que a via pública, haveria um risco adicional, mas sublinhou que a agência está disposta a aceitar o risco.

“Cada sucesso e cada revés são oportunidades para aprender e crescer”, disse, na segunda-feira.

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