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Teletrabalho pode reduzir a tua pegada de carbono

Estudo compara ida ao escritório com teletrabalho e demonstra vantagem ambiental de ficar em casa
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Teletrabalho (foto: Polina Zimmerman/Pexels)
Teletrabalho (foto: Polina Zimmerman/Pexels)

Um novo estudo realizado vem demonstrar que a prática de teletrabalho pode ajudar a reduzir a tua pegada de carbono em até 58%, comparativamente com colegas teus no escritório.

O estudo, da autoria da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, foi publicado esta segunda-feira, dia 18 de setembro e foi baseado em modelos “Procedimentos da Academia Nacional de Ciências” (Pnas, uma publicação da NAC – Nacional Academies USA), analisando o potencial do trabalho remoto para reduzir a pegada carbónica dos funcionários.

A equipa de pesquisa, liderada por Longqi Yang, avaliou as emissões de gases com efeito de estufa da transição escritório/casa, potenciada pelos efeitos da pandemia da Covid-19 que aumentou a prevalência do teletrabalho e que poderá influenciar a produção de gases de efeito de estufa, devido às alterações em termos de mobilidade e utilização de energia em casa. Os autores da pesquisa utilizaram dados com mais de 100 mil amostras, inclusive de funcionários da Microsoft nos EUA, sobre deslocações e teletrabalho.

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Trabalho no escritório (foto: Fauxels/Pexels)

Para o seu estudo, modelaram as emissões de gases com efeito de estufa dos funcionários dos EUA em cinco categorias e compararam as emissões previstas para trabalhadores “no local”, totalmente remotos e híbridos.

O modelo indicava que os colaboradores apenas em teletrabalho teriam uma redução de 58% nas emissões de gases com efeito de estufa em comparação com os colaboradores presenciais, principalmente devido ao menor consumo de energia no escritório.

Um dia por semana de teletrabalho reduziu as emissões projetadas em apenas 2%.

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Trabalho no escritório (foto: Cadomaestro/Pexels)

Em contraste, dois a quatro dias de trabalho remoto por semana reduziram as emissões de um trabalhador em até 29%, em comparação com os empregados locais.

O aumento da utilização de tecnologias de informação e comunicação teve um “efeito insignificante” nas emissões, enquanto o consumo de energia no escritório e as deslocações não diárias para o trabalho são importantes, sublinham os investigadores.

O estudo também sugere que a maximização dos benefícios ambientais do trabalho remoto depende de múltiplos fatores, como a escolha do veículo, o comportamento no deslocamento e a eficiência energética em residências e escritórios.

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