A TAP Air Portugal foi destacada como uma das companhias aéreas mais generosas da Europa no que diz respeito às regras de bagagem de mão para 2025, segundo um novo estudo da AirAdvisor. A transportadora portuguesa surge em quarto lugar no ranking, com uma pontuação de 13 em 15, permitindo uma mala de cabine de 10 kg com 55×40×25 cm e um artigo pessoal de 40×30×15 cm, políticas consideradas claras e consistentes.
Com a aproximação da época natalícia e o esperado aumento de passageiros nos aeroportos europeus, a AirAdvisor analisou as políticas de bagagem das principais companhias aéreas. O objetivo é ajudar os viajantes a evitar custos inesperados numa das alturas mais movimentadas do ano. A avaliação teve em conta dimensões e peso permitido, possibilidade de levar um segundo item pessoal, clareza das regras e custo de adicionar uma mala de 10 kg quando não está incluída na tarifa. Foram também atribuídos pontos extra às companhias que oferecem condições mais flexíveis, especialmente úteis para famílias.
Entre as companhias aéreas tradicionais, a British Airways lidera o ranking. A transportadora britânica permite dois artigos de bagagem de mão com regras simples e transparentes, o que a coloca no topo das políticas mais favoráveis para os passageiros. Já no segmento low-cost, a Jet2.com ocupa o primeiro lugar graças à inclusão gratuita de uma mala de bordo de 10 kg e um artigo pessoal nas tarifas padrão.
No extremo oposto, a Ryanair apresenta a classificação mais baixa do estudo, com 5,5 em 15 pontos. A companhia permite apenas uma pequena bolsa por baixo do assento, aproximadamente 40×25×20 cm, e cobra acesso ao compartimento superior através da opção Priority, cujo preço aumenta significativamente em época alta. A Corendon Airlines também surge entre as piores classificadas, com uma pontuação de 7,4, uma vez que exige upgrade pago para qualquer mala de bordo que não seja a pequena bagagem que cabe por baixo do assento.
Segundo o CEO da AirAdvisor, Anton Radchenko, o estudo evidencia que as companhias aéreas europeias estão a dividir-se entre dois modelos distintos. Algumas mantêm o sistema tradicional em que a mala de rodas e o artigo pessoal estão incluídos no bilhete, enquanto outras passaram a tratar o acesso ao compartimento de bagagem de mão como um produto pago, ligado a pacotes tarifários ou à seleção de lugares. Com a ocupação elevada dos voos no período natalício, estas diferenças tornam-se ainda mais relevantes. Radchenko alerta que os passageiros devem confirmar sempre as regras da tarifa adquirida, já que as surpresas na porta de embarque são mais caras.
No caso de atrasos, extravios ou danos na bagagem de porão, incluindo presentes, os passageiros estão protegidos pela Convenção de Montreal, aplicável à maioria dos voos internacionais e a muitas rotas europeias. Este regulamento garante reembolso de despesas essenciais enquanto o passageiro aguarda a mala e indemnizações que podem chegar aos 1.700 euros por pessoa. Para facilitar os pedidos de compensação, a AirAdvisor oferece uma ferramenta gratuita que permite aos viajantes formalizar reclamações legais de forma rápida e eficaz.