Sustentabilidade

Casa flutuante, futurista e sustentável é inaugurada mas afunda-se no mesmo dia

Empresa está a desenvolver um novo conceito de casa que, além de futurista, é eco-reparador para o meio em que é inserido
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O conceito de cidades construídas no mar parece saído de um livro ou filme futurístico. No entanto, atualmente, há já uma empresa a trabalhar para criar casas flutuantes, tão confortáveis como uma construção em terra, com a particularidade de serem sustentáveis. Mas nem tudo correu bem no dia de inauguração como poderás ler mais abaixo!

A Ocean Builders tem dado que falar nos últimos tempos. Há três anos que a empresa com sede no Panamá tem desenvolvido o casulo perfeito para ser construído em alto mar e para ser chamado de casa. Assim nasceu a SeaPod e há uma versão Flagship e uma Eco.

Antes de ser a casa com aspeto futurístico que é, a SeaPod foi um protótipo nos mares da Tailândia. A caixa octogonal que foi construída podia não ser a ideal para se viver, mas mostrou como, em poucos meses, a instalação estava a contribuir para o desenvolvimento de habitats aquáticos.

Começou assim o projeto para criar a arquitetura ideal para se viver sobre as ondas, e nasceram os primeiros traços daquilo que seria a SeaPod.

Apesar de haver uma distinção entre a versão Eco e a Flagship, a verdade é que ambas têm poder eco-reparador, sendo dispositivos de agregação de peixes. A sombra na água atrai vida e também a construção permite que se desenvolvam corais que acabam por atrair peixes.

Mas como flutuam? Estas casas mantêm-se na água um pouco como um iceberg. Em cima está a casa, mas a magia está toda escondida no azul. Tubos de aço cheios de ar garantem que a SeaPod fica a cerca de três metros acima da água, garantindo estabilidade e conforto.

Em termos de design, a SeaPod Eco e a Flagship oferecem plantas diferentes, apesar de ambas de caracterizarem pela cor branca e por grandes janelas a toda a volta

A versão Eco – a expressão deriva de económica, eco-friendly e eco-reparadora – é uma moradia flutuante de apenas um andar, com um quarto, um quarto de banho e uma cozinha e sala em plano aberto. Já a SeaPod Flagship é uma casa futurística com 73 metros quadrados que se dividem por três meios pisos.

A Ocean Builders, apesar do nome, não olha apenas para o mar. A empresa apresentou também as GreenPod0/, estruturas com um design igual às versões para a água, mas que são construídas em terra, elevando-se acima das árvores de forma não interferirem com o meio.

Tanto as SeaPod como as GreenPod vão estar disponíveis para venda a partir de 295 mil dólares (mais ou menos o mesmo valor em euros), valor que poderá subir substancialmente dependendo de possíveis extras. No site, já é possível fazer a pré-reserva

Primeira SeaPod teve um acidente

A Ocean Builders tem estado focada em colocar as primeiras casas na água e houve já uma primeira SeaPod a ser instalada na Marina de Linton Bay, no Panamá.

O evento de inauguração ocorreu em setembro, e se a tecnologia deixou várias pessoas boquiabertas, um pequeno acidente marcou o dia. Um problema com um dos sistemas de bombeamento provocou uma inundação. Apesar de não ter afundado, a SeaPod ficou inclinada sobre a água.

No site, a Ocean Builders explicou que ninguém se magoou e a própria construção não ficou danificada. Também de salientar que não houve contaminação da área.

(Imagens: Grant Romundt/Ocean Builders)

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