Sustentabilidade

Empresas portuguesas têm metas de redução de emissões pouco ambiciosas

Estudo da CDP alerta que com os objetivos atuais das empresas portuguesas apenas limitam o aquecimento global a 2,6 ºC
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Metas ambientais de empresas são insuficientes (Foto: R. Stump/Unsplash)
Metas ambientais de empresas são insuficientes (Foto: R. Stump/Unsplash)

Se as empresas portuguesas não forem mais ambiciosas com as suas metas de redução de emissões, será impossível atingir a meta de 1,5 ºC do Acordo de Paris. A conclusão é de um estudo do CDP – Carbon Disclosure Project que concluiu que os objetivos das empresas nacionais apenas limitam o aquecimento global a 2,6 ºC.

Apesar de os objetivos estarem aquém das metas ambientais definidas no Acordo de Paris, são mais ambiciosos do que os de companhias de países europeus como Dinamarca, Noruega, Espanha, Luxemburgo, Polónia, Áustria, Hungria e Grécia.

No relatório do CDP, foram analisadas as metas de redução de emissões de empresas dos países do mundo. As companhias na Europa ainda estão longe do objetivo definido pelo Acordo de Paris, com um aumento de temperatura de 2,4 ºC, mas ainda assim estão com uma melhor performance que as da América do Norte (a caminho de um aumento de 2,5 ºC) e da Ásia (a caminho de um aumento de 3 ºC).

No caso dos países do G7 – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido –, os objetivos das empresas empurram o aquecimento global para 2,7 ºC.

Segundo o CDP, citado pela Lusa, a “análise de metas climáticas corporativas sugere que o acordo de Paris é, atualmente, inatingível”.

A análise desenvolvida pelo CDP tem por base as emissões em toda a cadeia de valor das empresas e refletem o provável aumento da temperatura caso as emissões globais se reduzam à velocidade das metas das empresas.

Apesar de os objetivos de cada empresa não serem suficientes, no seu conjunto, as empresas com metas baseadas na ciência já reduziram as emissões em 25% desde 2015.

O acordo climático de Paris visa limitar o aumento anual da temperatura média global a menos de 2ºC acima dos níveis pré-industriais e a fazer esforços para limitar a 1,5ºC.

A diferença entre 1,5°C e 2°C, por exemplo, inclui um aumento de 10 vezes na probabilidade de verões árticos sem gelo, um aumento de 2,6 vezes no número de pessoas expostas a eventos de calor extremo e duas vezes o impacto na pesca marinha e nas culturas rendimentos, de acordo com o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

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