Sustentabilidade

Um funeral sustentável ou como a Califórnia deixará adubar terra com mortos

Método que transforma corpo depois da morte em substrato que pode ser usado em plantações e jardins é amigo do ambiente
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Compostagem humana aprovada na Califórnia (Foto: G. Carrie/Unsplash)
Compostagem humana aprovada na Califórnia (Foto: G. Carrie/Unsplash)

A Califórnia legalizou a compostagem humana depois da morte. Assim, a partir de 2027, além da cremação e do sepultamento, é possível transformar um corpo em terra

Apesar de poder ser um tema quase tabu, não há nada mais certo na vida do que a morte. E se a sustentabilidade deve ser um foco nos nossos dias, porque não ser também tida em consideração na hora de decidir qual será o destino de um corpo depois da morte? A compostagem humana é então uma alternativa mais ecológica.

De acordo com a EuroNews, que cita Cristina Garcia, uma política Californiana que apoio a nova legislação, este método não tem emissões para a atmosfera.

Nos Estados Unidos, a compostagem de um corpo é feita através de um processo chamado terramation e foi desenvolvido pela empresa americana Return Home. O corpo é colocado num depósito selado com uma mistura orgânica que produz calor e acelera o processo de transformação em solo.

Na cremação, as cinzas são devolvidas aos entes queridos. Com a terramation, é entregue terra.

O solo que resulta da compostagem humana pode ser usado para fertilizar jardins, quintas ou florestas.

Atualmente, o processo já é uma opção fúnebre para pessoas nos estados do Colorado, Oregon, Vermont e Washington. Na Califórnia avança em 2027 e, segundo a EuroNews, há mais alguns estados a estudar a hipótese.

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