Sustentabilidade

Portugal deixou definitivamente de usar carvão para produzir eletricidade

O fim da atividade da Central Termoelétrica do Pego, em Abrantes, permitiu a Portugal deixar em definitivo de usar carvão na produção de eletricidade, desde o passado dia 20
Central Termoelétrica do Pego, Abrantes
Central Termoelétrica do Pego, Abrantes
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Portugal deixou definitivamente de usar carvão na produção de eletricidade, desde sexta-feira, graças ao fim dessa atividade pela Central Termoelétrica do Pego, anunciou sábado a associação ambientalista ZERO, que espera que o futuro não passe agora por queimar biomassa.

“O futuro da central do Pego não deve passar por queimar biomassa, opção ineficiente que põe em causa objetivos mais ambiciosos de mitigação das alterações climáticas”, considerou a organização, em comunicado.

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Sábado passado, dia 20 de novembro, foi o primeiro dia de produção de eletricidade sem recurso à queima de carvão, depois de a Central do Pego ter esgotado o stock de carvão que tinha, apesar de estar licenciada para funcionar até 30 de novembro.

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Para a ZERO, “esta data histórica em que se deixa de utilizar em Portugal o combustível mais poluidor em termos de emissões de gases com efeito de estufa causadoras das alterações climáticas, antecipando um objetivo que estava inicialmente traçado para 2030, não deixa de ser um alerta para a necessidade de planear antecipadamente e assegurar uma transição energética justa para o país rumo à neutralidade carbónica em 2050 ou desejavelmente antes”.

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Deixar de usar carvão na produção de eletricidade é um elemento crucial da descarbonização, tema que ganhou destaque e causou polémica na conferência do clima (COP26), que terminou na passada semana, com alguns países a recusarem-se a acabar com o uso deste combustível.

Portugal está a agir para atingir a neutralidade

A central a carvão do Pego, que era responsável por 4% das emissões do país, foi a instalação com o segundo maior peso nas emissões de dióxido de carbono em Portugal na última década, a seguir à Central Termoelétrica de Sines, cujo encerramento ocorreu em janeiro deste ano.

Em termos absolutos, a média anual de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) pela central do Pego entre 2008 e 2019 foi de 4,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

 

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