O aquecimento e o arrefecimento da temperatura representa 20% do consumo de energia das casas portuguesas. Porém, para fazer uma utilização eficiente o ar condicionado, há cinco hábitos essenciais, como explica a DECO Proteste.
Antes de comprar um ar condicionado, vale a pena conhecer os principais fatores que afetam o consumo de energia:
- Tipo de aparelho: Os modelos portáteis são mais baratos, mas menos eficientes. Os fixos (split) têm melhor desempenho e consomem menos. Pode escolher entre mono-split (uma unidade interior e uma exterior) ou multi-split (várias unidades interiores ligadas a uma exterior).
- Capacidade: Indicada em quilowatts (kW), mostra a quantidade de energia que o aparelho consegue fornecer por hora para aquecer ou arrefecer.
- Potência de entrada: Medida em watts (W), indica a energia que o aparelho consome durante o funcionamento.
- Classe energética: Quanto melhor a classe (A+++, A++, etc.), menor o consumo. A eficiência no arrefecimento é medida pelo índice EER e no aquecimento pelo COP – quanto mais altos, mais eficiente é o aparelho. Esta informação vem na etiqueta energética.
- Tecnologia inverter: Aparelhos com esta tecnologia mantêm a temperatura estável e consomem menos energia do que os modelos tradicionais.
O mesmo modelo pode ter custos de utilização diferentes, alerta DECO
Os custos anuais de eletricidade associados ao uso de um ar condicionado podem variar consideravelmente consoante a região do país. Para modelos com capacidades semelhantes, essa diferença pode chegar aos 62 euros por ano.
Por exemplo, um aparelho com 2,5 kW pode custar entre 26 e 47 euros por ano em Lisboa, entre 28 e 52 euros no Porto, e até entre 47 e 87 euros na Guarda. Já para aparelhos de 3,5 kW, os valores anuais podem oscilar entre 32 e 67 euros em Lisboa, 36 e 75 euros no Porto, e entre 60 e 122 euros na Guarda.
Estes dados mostram como o clima local influencia diretamente o consumo energético do equipamento.
A DECO Proteste deixa ainda mais recomendações:
- Escolha eficiente – Opte por um ar condicionado adequado à divisão e com boa eficiência energética (aconselhe-se com um profissional).
- Melhore o isolamento – Isolar bem a casa evita que o aparelho tenha de trabalhar mais.
- Instalação correta – As unidades (interna e externa) devem estar bem posicionadas e sem obstruções.
- Manutenção regular – Limpe os filtros pelo menos 2 vezes por ano (primavera e outono).
- Use modelos inteligentes – Equipamentos com controlo remoto ajudam a gerir melhor o consumo.
- Ligue mais cedo nos dias quentes – Não espere a casa aquecer demasiado; assim o consumo é menor.
- Climatize só as áreas usadas – Se for centralizado, feche portas e ligue só onde estiver alguém.
- Aproveite a luz solar no inverno e feche no verão – Use estores e cortinas a seu favor para manter a temperatura.
- Use o modo desumidificador – Em vez de arrefecer, reduza a humidade quando for o caso — gasta menos energia.