Sustentabilidade

O que estão a fazer as empresas para controlar a desflorestação?

Relatório alerta que empresas e entidades financeiras mais responsáveis pela desflorestação têm falta de políticas para a controlar
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Plantação de soja na Amazónia (foto: Leo Correa/AP)
Plantação de soja na Amazónia (foto: Leo Correa/AP)

Parece que 40% das empresas e instituições financeiras que mais impacto têm na desflorestação tropical não têm qualquer medida ou compromisso para travar o problema. A conclusão surge no Forest 500, um estudo da Global Canopy, uma organização que analisa os mercados mais responsáveis pela destruição da natureza.

O relatório analisou as medidas de 350 empresas que trabalham com matérias-primas ligadas à desflorestação, como óleo de palma, soja ou carne de vaca, e de 150 instituições financeiras ligadas a estas companhias. Estas medidas têm de declarar que as companhias protegem as florestas ou, em alternativa, têm de ser certificadas como não sendo responsáveis por desflorestação.

Das 500 entidades analisadas, 201 não apresentam qualquer política para contrariar o seu impacto ambiental.

Quando analisadas apenas as 350 companhias, a Global Canopy refere que 241 têm algum tipo de compromisso em relação à desflorestação, mas apenas 100 têm medidas para cada uma das matérias-primas mais problemáticas que usam. Apenas metade destas admite estar realmente a monitorizar se as políticas estão a ser cumpridas.

Soja - AWAY
Plantações de soja responsáveis por desflorestação (foto: Kelly Sikkema/Unsplash)

De realçar que das empresas analisadas, 38 não têm qualquer política, algo que tem acontecido desde 2014, quando o Forest 500 começou a ser elaborado pela Global Canopy.

Quando se fala das instituições financeiras, os números são ainda piores. 92 das 150 (61%) não têm qualquer política e apenas 16 (11%) têm medidas para todas as matérias-primas analisadas.

Desflorestação - AWAY
Desflorestação pode pôr em risco negócios das empresas (foto: Justus Menke/Unsplash)

O relatório faz um apelo para que as empresas e instituições financeiras comecem a reconhecer que a desflorestação é não só um problema para o planeta, como um risco para os seus negócios. Dessa forma, espera que comecem a criar políticas que permitam o fim do abate de árvores nas suas cadeias de fornecimento.

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