Sustentabilidade

Número de corais na Grande Barreira de Coral atinge novo máximo desde 1985

Apesar da cobertura de corais ser considerada elevada, o património natural australiano continua em perigo
Grande Barreira de Coral (Foto: J. Summerling/Great Barrier Reef Marine Park Authority via AP)
Grande Barreira de Coral (Foto: J. Summerling/Great Barrier Reef Marine Park Authority via AP)

Parte da Grande Barreira de Coral da Austrália registou a maior cobertura de corais dos últimos 36 anos. A conclusão é de um programa de monitorização do Instituto Australiano de Ciências Marinhas (AIMS na sigla em inglês) que analisa a zona desde 1985.

De acordo com a equipa de observação, dois terços daquele que é o maior sistema de recifes do mundo registaram uma recuperação em termos de corais duros. No lado norte, houve um aumento de 36% (o mínimo atingido foi 13% em 2017) e, na zona central, um aumento de 33% (o mínimo atingido foi 12% em 2019).

O mesmo não aconteceu com o lado sul que viu um decréscimo na cobertura por parte de corais duros de 2021 para 2022, passando de 38% para 34%. Isto terá acontecido devido a um surto de estrelas-do-mar-coroa-de-espinhos.

Grande Barreira de Coral (Foto: Jumbo Aerial Photography/Great Barrier Reef Marine Park Authority via AP)

Face às observações nos últimos 36 anos, o instituto considera elevada uma cobertura de corais duros superior a 30%.

Apesar das boas noticias, o AIMS refere que a Grande Barreira de Coral não está ainda fora de perigo. Apesar de ser considerado um sistema resiliente, os eventos com impacto negativo no recife, como é o caso do branqueamento em massa de corais, estão a tornar-se cada vez mais comuns.

Além disso, a espécie que está a ajudar a recuperar a Grande Barreira de Coral é a Acropora, um tipo de coral particularmente vulnerável aos danos provocados pelas ondas, ao calor e às estrelas-do-mar-coroa-de-espinhos.

Grande Barreira de Coral da Austrália pode ser considerada em risco

Especialista da UNESCO visitaram o recife em março com o objetivo de analisar o estado de conservação da barreira e definir um plano de sustentabilidade a longo prazo.

Ficou também em cima da mesa se este Património Mundial seria considerado “em risco”.

A partir desta visita, foi feito um relatório com recomendações que será analisado pelo Comité do Património Mundial. O encontro onde seria feita esta análise estava agendado para junho, na Rússia, tendo sido adiado.

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