Como é que se pode cozinhar em zonas onde não há acesso à rede elétrica, não há baterias nem outras formas de gerar energia? A solução da Lytefire passou por desenvolver um forno que funciona a energia solar, mas não com painéis fotovoltaicos. O segredo está nos espelhos.
O Lytefire foi criado pela Solar Fire Concentration, uma empresa finlandesa que nasceu com o objetivo de acabar com a pobreza energética. Desenvolver o forno solar foi um dos primeiros passos. Afinal, com esta proposta que não precisa de eletricidade, é possível alimentar dezenas de pessoas e até desenvolver um novo negócio.
Este forno a energia solar tem a mesma força que um a lenha. A grande diferença é que aqui nada se queima. Na verdade, ele aquece graças aos 5 metros quadrados de espelhos que refletem as radiações do sol para um outro espelho na entrada do forno. O calor é depois difundido.
Graças ao sol, o forno Lytefire aquece até à temperatura de 300 ºC e demora entre 45 minutos e uma hora a aquecer. Tem a capacidade de cozinhar até 24 kg de pão de cada vez e pode dar cinco a oito fornadas por dia. Tudo sem qualquer corrente elétrica.
Mas atenção, é tudo manual. Os espelhos têm de ser virados para o sol com frequência, e o ângulo tem de ser corrigido para que reflitam os raios para o espelho que aquece o forno.
Ao utilizar-se este forno, evita-se a emissão de 5 toneladas de CO2 por ano (considerando uma utilização de 6 horas por dia, 210 dias por ano).
Além de estar disponível para venda, estes fornos já chegaram a algumas zonas de África através da associação da Solar Fire Concentration, a GoSol.
Os fornos solares já estão a ser usados em escolas no Quénia e na Tanzânia e num campo de refugiados no Sudão, para negócios no Burquina Faso e no Quénia, e muito mais.