Energia

Empresa de energia eólica multada em €7,35 milhões por morte de 150 águias

Empresa de energias renováveis dos EUA terá de pagar multas e criar medidas que evitam que mais aves morram nos seus parques eólicos
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Águias mortas em parques eólicos nos Estados Unidos
Águias mortas em parques eólicos nos Estados Unidos

A ESI Energy subsidiária da NextEra Energy, uma das maiores empresas de energias renováveis dos Estados Unidos, declarou-se culpada em tribunal de matar acidentalmente pelo menos 150 águias, maioritariamente águias-douradas, nos seus parques eólicos na última década. Agora, terá de pagar cerca de 7,35 milhões de euros em multas e restituições.

De acordo com a Associated Press, a empresa energética foi também sentenciada a cinco anos de liberdade condicional depois de ter sido acusada de violar a Lei do Tratado de Aves Migratórias. Esta acusação resulta da morte de nove águias em três parques eólicos nos estados de Wyoming e do Novo México.

Durante os cinco anos, a ESI Energy comprometeu-se a investir perto de 25 milhões de euros em medidas que possam evitar a morte de águias devido às turbinas eólicas.

Em tribunal, foi referido que as águias foram mortas por terem sido atingidas pelas pás eólicas e que muito provavelmente o número de fatalidades é superior a 150, já que nem sempre as carcaças dos animais são encontradas.

Nos Estados Unidos, devido à Lei do Tratado das Aves Migratórias, é ilegal matar ou magoar águias. Várias indústrias têm lutado contra esta lei, especialmente no caso de mortes acidentais.

Neste momento, é possível evitar acusação caso as empresas demonstrem que têm mecanismos para evitar a morte das aves ou até se pedirem uma autorização especial caso haja mortes acidentais.

De acordo com o tribunal, no caso da NextEra Energy e da subsidiária ESI Energy, não houve tentativa de evitar as mortes, nem foram pedidas autorizações, algo que, de acordo com a acusação, faz com que estas empresas energéticas tenham vantagem face aos concorrentes que cumprem a lei.

Há também provas que demonstram que a companhia foi alertada por diversas vezes que algumas dos seus parques eólicos representavam uma ameaça à vida das aves, sem nunca terem avançado com medidas para minimizar o risco.

Agora a empresa vai avançar com medidas para evitar mortes acidentais de águias nos seus parques eólicos. Caso aconteçam fatalidades, terá de pagar mais de 27 mil euros por cada águia que morra nos seus parques.

A NextEra tem atualmente mais de 100 parques eólicos nos Estados Unidos e no Canadá e também produz energia solar, nuclear e a gás natural.

(Fotos: M. Schwartz, K. Wurth e A. Kalashnikova/Unsplash)

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