Cidades

Tecnologia de gémeos digitais é o futuro no planeamento de cidades

Nova ferramenta digital permite criar um modelo virtual que torna o planeamento urbanístico mais eficiente, mais barato e mais ecológico
Gémeos digitais são o futuro das cidades
Gémeos digitais são o futuro das cidades
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O mundo está em constante mudança e é cada vez mais importante que as cidades consigam adaptar-se e dar resposta às solicitações de forma eficiente e económica. Assim ganha destaque o gémeo digital, uma tecnologia que já existe no setor da manufaturação e que começa a chamar a atenção para ajudar a planear as cidades do futuro.

Antes de mais, importa explicar em que consiste um gémeo digital. É uma tecnologia que cria uma réplica virtual de algo – pode ser de um edifício, de uma máquina ou de uma cidade – graças a dados que devem ser introduzidos em tempo real. Esta tecnologia permite otimizar a performance e prever resultados futuros.

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De acordo com um relatório da ABI Research, uma empresa de consultoria do mercado tecnológico global, as cidades que incorporarem o gémeo digital no planeamento urbanístico poderão ter poupanças de até 241,5 mil milhões de euros até 2030.

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Em comunicado, Dominique Bonte, vice-presidente de mercados da ABI Reserach referiu que acredita que os gémeos digitais vão se transformar “na ferramenta para que os governos das cidades possam planear e gerir as infraestruturas conectadas, assim como os ativos de forma eficiente e com boa relação custo-benefício. Pode-se alcançar poupança em áreas-chave como na energia e serviços públicos, transporte, segurança e proteção e infraestruturas.

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Mas estes não são os únicos benefícios da utilização deste tipo de software. “Os gémeos digitais urbanos oferecem muitas outras vantagens, apoiando e melhorando a sustentabilidade, a circulação, a descarbonização e, de forma geral, a qualidade de vida”, explica Dominique Bonte.

Um dos produtos de software de gémeos digitais urbanos que tem recebido mais atenção nos últimos tempos é o SmartWorldOS, da Cityzenith. Este software agrega e analisa informações como manutenção, consumo de energia, utilização de espaço, gestão de resíduos, infraestrutura de transporte e gestão de tráfego, de forma a projetar, construir e executar projetos de qualquer escala.

O SmartWorldOS vai ser agora testado num projeto-piloto, no estaleiro da marinha de Brooklyn, em Nova Iorque. Com esta parceria, a Cityzenith pretende mostrar como a plataforma se adapta a qualquer edifício, independentemente do tipo, tamanho ou ano de construção.

A Cityzenith lança também a iniciativa Clean Cities, Clean Future que pretende mostrar como o software de gémeo digital pode ser um grande aliado na descarbonização das cidades.

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(Fotos: H. Han, M. O. Jodoin e B. Jacoby/Unsplash e Tumisu/Pixabay)

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