Opinião
João Barros Oliveira
Nascido em Lisboa, em 1977, fez formação superior em Ciências da Comunicação e em Marketing. Esteve ligado a vários projetos editoriais na área automóvel enquanto jornalista e editor, para depois se dedicar por inteiro ao Marketing e à Gestão de Marcas em agências de comunicação e publicidade de renome. Adora SUP de ondas e desde criança que não perde um Grande Prémio de F1.

Socorro! A indústria automóvel está a ficar “elétrica”!

Os veículos elétricos estão a ganhar terreno e o automóvel tal como o conhecemos tem os dias contados
Indústria automóvel
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Não se fala noutra coisa. Os veículos elétricos estão a ganhar terreno e o automóvel tal como o conhecemos tem os dias contados. E agora, que carro devo comprar?

É um lugar-comum dizer que a indústria automóvel está em constante evolução. O que hoje é de vanguarda, amanhã estará obsoleto, já o sabemos. Mas será que já demos conta de que poderemos estar a viver a grande revolução das nossas vidas? Provavelmente a maior desde que se deu a massificação do automóvel, nos inícios do século passado. Refiro-me, claro está, à mudança para a energia elétrica.

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Com a União Europeia a propor a proibição da comercialização de veículos com motores de combustão para lá de 2035 e a redução das emissões em 55%, já até 2030, é seguro dizer que a morte dos automóveis a gasolina e gasóleo está anunciada. Se pensarmos bem, 2035 está ao “virar da esquina”, por isso é legítimo refletir sobre se será, à data de hoje, sensato adquirir um automóvel “tradicional”.

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Ninguém deseja comprar hoje um carro movido a combustíveis fósseis, que poderá não ter qualquer valor de mercado daqui a seis, sete ou oito anos, quando o pretender trocar. Sim, porque apesar da grande mudança estar prevista para 2035, a desvalorização deverá ocorrer, de forma gradual, muito antes disso. Mas a verdade é que também se torna difícil dar o passo para a aquisição de um modelo totalmente elétrico quando, muitas vezes, o seu custo é o dobro da versão a gasolina. E quando utilizo a expressão “o dobro” acredite que não estou a exagerar. Ou seja, é uma mudança demasiado radical, para não dizer impossível, de concretizar para a maioria das famílias. É caso para entrar em pânico? Parece-me que não.

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Gosto particularmente da expressão “comer um elefante às fatias”. Que é como quem diz, os problemas devem resolver-se um de cada vez. Parece-me ajustado usá-la neste contexto, já que talvez a melhor solução seja dar pequenos passos na medida das possibilidades de cada um de nós. Quero com isto dizer que, embora pareça não haver dúvidas de que todos os automóveis, e veículos de uma forma geral, serão movidos a energia elétrica no futuro, estou convencido de que teremos o tempo e as oportunidades certas para fazer essa transição de forma gradual.

Se está a pensar comprar um automóvel elétrico já “amanhã”, não pretendo, de forma alguma, dissuadi-lo(a). Digo-lhe até que se o puder fazer, não hesite. O planeta agradece e tenho a certeza de que se sentirá muito bem consigo mesmo(a) sabendo que a sua escolha tem um impacto direto (muito positivo) sobre o ambiente. Mas caso não esteja preparado para essa mudança (demasiado radical, talvez), equacione a possibilidade de mudar para um híbrido. Irá perceber que, provavelmente, muitas das deslocações que faz ao longo do dia podem ser realizadas em modo totalmente elétrico, com os correspondentes benefícios para o ambiente e para a sua carteira.

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Se afinal só pensa comprar um carro novo daqui a alguns anos, então poderá vir a ter a oportunidade de surfar a grande onda da eletrificação, já que vários analistas e empresas especializadas preveem que, dentro de cinco anos, um “elétrico” poderá ser mais barato do que um modelo a gasolina. Esperemos que estejam certos.

Nascido em Lisboa, em 1977, fez formação superior em Ciências da Comunicação e em Marketing. Esteve ligado a vários projetos editorias da área automóvel enquanto jornalista e editor, para depois se dedicar por inteiro ao Marketing e à Gestão de Marcas em agências de comunicação e publicidade de renome. Adora SUP de ondas e desde criança que não perde um Grande Prémio de F1.

 

 João Barros Oliveira, escreve esta crónica a convite da AWAY Magazine.

 

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