Sustentabilidade

Tartarugas em perigo: já há vestígios de plásticos nos excrementos

Duas tartarugas verdes foram resgatadas de redes de pescadores na Argentina e após período de recobro devolvidas ao oceano
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Tartaruga-verde de regresso ao oceano (Brian Skoloff/Associated Press)
Tartaruga-verde de regresso ao oceano (Brian Skoloff/Associated Press)

Biólogos marinhos na Argentina revelaram que duas tartarugas-verdes recentemente devolvidas ao mar apresentavam vestígios de plásticos nos excrementos, mais uma evidente prova da poluição dos oceanos, que infelizmente nem sequer é inédita.

As duas tartarugas-verdes (espécie ameaçada de extinção) foram resgatadas depois de surgirem envoltas em redes de pescadores e tratadas na Fundação Mundo Marino, onde os biólogos verificaram as suas capacidades para nadarem e poderem alimentar-se sem problemas.

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Tartaruga-verde devolvida ao mar (@facebook.com/fundmundomarino)

Antes de as devolver ao oceano nas praias de San Clemente, na província de Buenos Aires, os biólogos asseguraram-se que as tartarugas realizaram uma dieta alimentar essencialmente à base de plantas e algas (são herbívoras), mas, infelizmente sem surpresa, na análise aos excrementos destes répteis marinhos encontraram vestígios de plásticos.

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Tartaruga-verde bebé a comer plástico (foto: Anadolu Agency/GettyImages)

As tartarugas estão cada vez mais cedo a surgir com plástico no organismo e um dos problemas é que logo desde bebés encontram plástico na areia do qual se irão tentar alimentar.

De acordo com Vanesa Traverso, bióloga da fundação – citada pela Reuters -, mais de 96% das tartarugas resgatadas por este centro revelam vestígios de plástico.

A tartaruga verde (nome científico: Chelonia Mydas) é uma espécie marinha que nada sobretudo em águas tropicais e sub-tropicais e em especial em zonas costeiras sendo possível encontrá-la inclusive na costa portuguesa. Esta espécie, com uma esperança de vida de 80 anos, pode medir até cerca de metro e meio e pesar pouco mais de 300 kg. Está ameaçada de extinção.

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Tartaruga-verde bebé envolta em redes (foto: Anadolu Agency/GettyImages)

A presença de redes de pesca abandonadas na areia é um dos primeiros desafios para muitas tartarugas desde os seus primeiros dias de vida. Várias associações têm encontrado animais presos em redes um pouco por todo o mundo.

Os biólogos da Fundação Mundo Marino na Argentina já encontraram em alguns animais vestígios de anemia (alto nível de glóbulos brancos), o que obrigou a tratamentos com antibióticos, complexos de vitamina e ferro.

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