Sustentabilidade

Há finalmente acordo das Nações Unidas para proteção dos oceanos

Acordo na ONU irá permitir salvaguardar 30% dos oceanos até 2030
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Um acordo histórico de proteção do alto mar e dos oceanos foi aprovado pelos Estados-Membros da Organização das Nações Unidas (ONU), após mais de 15 anos de negociações.

O consenso para a proteção dos oceanos foi obtido depois de uma verdadeira maratona de negociações, com arranques e recuos durante mais de década e meia e com uma reta final desde 20 de fevereiro deste ano. Fica ainda a faltar a ratificação por todos os países, mas o passo mais importante está dado.

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Proteção dos Oceanos e das espécies (foto: Tommy Trenchard/Greenpeace)

O documento para a promoção da proteção dos oceanos agora aprovado pela ONU era há muito reclamado por várias organizações ambientalistas a nível internacional, como a Greenpeace, que durante os últimos anos multiplicaram-se em ações a apelar ao consenso dos países (ver galeria de abertura).

Com este acordo ficam definidas as bases para o estabelecimento de áreas marítimas protegidas, o que poderá facilitar o compromisso internacional “30x30” assumido ainda durante a COP15, ou seja, a salvaguarda de pelo menos 30 por cento dos oceanos até 2030.

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Projeção da Greenpeace no edifício da ONU, Nova York (foto: Greenpeace)

O texto final do acordo irá agora ser alvo de um grupo de peritos e técnicos de forma a que seja assegurada a sua uniformidade e correta tradução/interpretação para o conjunto de países, refletido nas seis línguas oficiais da ONU.

Este tratado é uma vitória monumental para a proteção dos oceanos e um sinal importante de que o multilateralismo ainda funciona num mundo cada vez mais dividido. – greenpeace

União Europeia, Estados Unidos da América, Reino Unido e China foram protagonistas-chave na intermediação do acordo e só concessões destes países permitiram resolver impasses que se arrastavam.

Em comunicado a Greenpeace salienta que a partilha justa de benefícios monetários é um ponto importante para os pequenos países insulares que assim podem também colher frutos deste acordo.

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