Mobilidade

Na Alemanha ao volante do Mazda CX-60 o primeiro híbrido plug-in da marca

Novo topo de gama tem tudo para cair no goto dos portugueses, mesmo quando custa acima de € 52 mil. Mas então e as portagens?
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Fomos até Leverkusen, na Alemanha, local onde fica situada a sede da Mazda Europe, para conduzir o CX-60, modelo sobre o qual já antes avançámos algumas informações. Trata-se simultaneamente do novo SUV da marca japonesa, do seu novo topo de gama e do seu primeiro híbrido plug-in.

Ao volante do CX-60 2.5 e-Skyactiv PHEV tivemos a oportunidade de fazer um percurso de aproximadamente 103 km, entre estradas de cidade, traçados sinuosos na zona campestre e alguma autoestrada.

Antes de arrancarmos, o painel de instrumentos digital de 13,3 polegadas indicava que a bateria de 17,8 kWh estava totalmente carregada, o que nos dava uma autonomia em modo puramente elétrico de 60 km, que na realidade se revelou ser pouco mais de 50 km.

A força motriz deste modelo resulta da combinação de um motor elétrico de 129 kW com um bloco a gasolina de 2,5 litros com 141 kW (191 cv), com o consumo médio a fixar-se nos 1,5 l/100 km até a bateria se esgotar.

Enquanto potência combinada, os 241 kW (327 cv) do novo SUV de grandes dimensões da Mazda oferecem uma desenvoltura assinalável, disponíveis face os diferentes tipos de solicitações do pedal de acelerador. Para tal, muito contribui a nova caixa de oito velocidades construída pela marca nipónica.

Pelos caminhos verdejantes que caracterizam a região oeste da Alemanha e, mais particularmente, na pausa para café efetuada a meio do percurso, podemos observar em detalhe o habitáculo e as linhas exteriores que definem este novo Mazda. No interior a nota dominante vai para a aplicação de materiais nobres e de elevada qualidade, como a madeira de plátano, o couro nappa, os têxteis trabalhados e os detalhes cromados.

A aplicação de diferentes conceitos de origem japonesa, que se refletem em pormenores como as ligações entre tecidos do tipo “costura suspensa” (exibindo espaços), reforçam o luxo aliado à sobriedade, em particular no nível de equipamento de topo (Takumi) presente na unidade que conduzimos. De referir que, para além deste existem mais três níveis.

O espaço a bordo é abundante. O mesmo acontece com a tecnologia ao serviço dos ocupantes, da qual destacamos o sistema de infoentretenimento e navegação aplicado no ecrã central de 12 polegadas e o sistema de som Bose com 12 altifalantes, mesmo quando as rádios alemãs não “ajudavam”. Valeu-nos a conetividade sem fios com Android Auto (Apple CarPlay também disponível) para tirarmos partido dos serviços de música em streaming.

Ainda sobre o interior, não podíamos deixar de mencionar o inovador Mazda Driver Personalisation System que permite reconhecer o ocupante do lugar do condutor, ajustando automaticamente a posição do banco, volante, espelhos, e head-up display e até as configurações de som e climatização, em função da sua estatura e preferências.

A partir do exterior, o CX-60 revela a sua imponência, caráter dinâmico e estrutura musculada, em particular pelo facto do habitáculo estar numa posição mais chegada à traseira.

O novo SUV topo de gama da Mazda com motorização híbrida plug-in já está disponível nos respetivos concessionários, com preços entre os 52.290 euros e os 65.440 euros. Contra si joga o facto de estar classificado como classe 2 nas portagens, uma situação que a Mazda Portugal tenta agora inverter.

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