Mobilidade

Elétrica Famel deverá chegar às estradas já no próximo ano

Ainda não vimos a versão final, mas ficámos a saber um pouco mais sobre a nova Famel. A E-XF é elétrica, mais resistente e poderá vir com bateria amovível
Famel E-XF
Famel E-XF
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A história da Famel funde-se com a história das motorizadas em Portugal. Foi criada na década de 1960 e lançou alguns dos modelos mais icónicos. Ainda hoje, muito se fala das motas Famel que dominaram o mercado português e que fizeram parte da vida de muitos amantes do veículo de duas rodas.

Um desses icónicos modelos foi o XF-17 que serve de inspiração para a nova Famel E-XF, uma mota elétrica que deverá chegar às estradas no próximo ano e da qual já demos conta (ver aqui). Agora, tivemos oportunidade de ver a mota ao vivo e a cores no 5.º Salão de Automóveis Híbridos e Elétricos e falar com o impulsionador da marca. 

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Joel Sousa é o engenheiro mecânico responsável por dar uma nova vida à Famel. Em 2014, ficou com a marca icónica e começou a repensar a nova mota que chegaria à estrada, mas foi apenas este ano que se dedicou a 100% à E-XF. O seu trabalho em vários projetos de mobilidade elétrica de autocarros ajudou-o a pavimentar o caminho para o protótipo que tem apresentado.

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A E-XF foi idealizada com o objetivo de ser “uma mota ágil para as cidades, fácil de usar e de estacionar”, começa por explicar o engenheiro. “A ideia é que as pessoas a adotem como meio de transporte definitivo para substituir, de alguma forma, os carros nas cidades.”

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A mota que vimos no salão é ainda o primeiro protótipo e fomos logo informados que não será esta a versão que chegará às estradas daqui a alguns meses. Como explicou Joel Sousa, como está, a mota não poderia ser homologada.

O quadro é baseado na Famel antiga e tem algumas fragilidades. Já fizemos alguns testes de rigidez e convém alterar. Temos de ter um mostrador diferente, eletrónico, com algumas especificações legislativas que não temos no protótipo”, disse o engenheiro mecânico.

A E-XF tem muitas semelhanças com a versão que lhe deu nome, mas também tem muitas diferenças. Como explicou o (re)criador, “o que conseguimos transpor foi a forma do depósito e a posição dos manípulos. O facto de ter duplo amortecedor e de estarmos a usar componentes da XF-17, faz com que automoticamente associemos à versão antiga.”

Mas é nas diferenças que está a verdadeira magia, não fosse esta nova mota completamente elétrica. Joel Sousa quer mudar a localização do motor e coloca-lo próximo da bateria.

Também do ponto de vista do design, espera-se algumas mudanças: “a parte do depósito e do triângulo têm de passar a ser de plástico para que o processo seja economicamente viável. Por ser uma moto mais ecológica, queremos utilizar materiais sustentáveis e fazer jus àquilo que é a nossa missão.”

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Apesar de ainda não estar finalizada, Joel Sousa já tem uma ideia das especificações finais que vai ter a Famel E-XF. O motor, como já anunciado, terá 5kW de potência.

Em relação à autonomia, neste momento é possível percorrer 70 km, mas o objetivo é que dê para percorrer perto de 120 km. No entanto, esta distância não está ainda garantida uma vez que há a vontade de ter “uma bateria amovível, algo que não é fácil, dadas as dimensões da mota. Ao colocar uma pega na bateria, fica-se com menos espaço para a própria bateria”, explica o engenheiro.

Em termos de velocidade, a E-XF que marcou presença no salão atinge 70 km/h, mas Joel Sousa garante que no futuro consegue-se que chegue aos 100 km/h dependendo das condições da estrada.

Para conseguir financiar o projeto, foram criados três tipos de packs: de embaixador, visionário e membro da marca Famel. A partir de 1 de novembro será possível ver as diferenças entre as modalidades e contribuir para a alavancagem da marca icónica.

Se tudo correr pelo melhor, Joel Sousa pretende “entregar aos embaixadores as primeiras 300 motas até ao final do verão do próximo ano e, no primeiro trimestre de 2023, começar a sério. É este o nosso objetivo, mas não depende só de nós.”

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