Mobilidade

Hidrogénio Fuel Cell poderá ser a alternativa da Audi e BMW para os elétricos

A tecnologia fuel cell alimentada a hidrogénio não está morta, nem sequer adormecida. Junto dos construtores alemães, em particular, há planos para a revitalizar
Hidrogénio como alternativa aos EV
Hidrogénio como alternativa aos EV
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Com a tecnologia dos motores elétricos de baterias a tomar a dianteira enquanto alternativa limpa aos motores que usam combustíveis fósseis, pouco se aborda o hidrogénio como solução para, igualmente, se atingir a meta das emissões zero. Contudo, esta solução não está morta e há até planos para a revitalizar.

Em particular na Alemanha, a questão do hidrogénio parece estar em cima da mesa, tanto a nível da indústria como do poder político, já que a possível entrada do partido Verdes no futuro governo de coligação (após a saída da chanceler Angela Merkel), pode significar um novo impulso a esta fonte de energia. Em paralelo, alguns construtores como a BMW e a Audi asseguram estar preparados para quando, e se, chegar o momento de produzir veículos com células de combustível.

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BMW i Hydrogen Next
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Na verdade, ambos os fabricantes de automóveis estão a desenvolver protótipos de veículos de passageiros fuel cell, a par de todo o investimento que estão a realizar no aumento de propostas de automóveis a bateria, como forma de se prepararem para o fim dos combustíveis fósseis.

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A BMW tem a intenção de colocar em produção um modelo movido a hidrogénio por volta de 2030, tendo já desenvolvido o seu protótipo baseado no X5, e no próximo ano irá produzir cerca de 100 unidades como teste. Já a Audi assegurou à agência Reuters que tem uma equipa de mais de 100 elementos, entre engenheiros e mecânicos, a trabalhar em soluções de propulsão a hidrogénio para todo o grupo Volkswagen, tendo já desenvolvido alguns protótipos.

Mercedes-Benz GLC F-CELL

A Mercedes, por seu turno, parece menos entusiasmada com o tema, depois de, no ano passado, ter posto fim ao programa de desenvolvimento de veículos a hidrogénio e à produção do modelo GLC F-CELL. Ainda assim, assegura que possui a tecnologia necessária para a produção em série, caso esse venha a ser o caminho.

Sobre o facto de o hidrogénio poder vir a ser uma verdadeira alternativa à eletricidade, as opiniões no setor automóvel dividem-se. O hidrogénio é genericamente bem visto para o segmento dos pesados de mercadorias, já que equipá-los com baterias elétricas que permitam percorrer longas distâncias implica um considerável aumento de peso no veículo. Para os ligeiros de passageiros, não tanto, pois é uma tecnologia ainda demasiado dispendiosa, em virtude da complexidade e dos materiais usados nas células, a par da reduzida infraestrutura de abastecimento.

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Para Jürgen Guldner, líder do programa de desenvolvimento de fuel cell da BMW, os veículos a hidrogénio poderão vir a ser um “complemento” à gama de automóveis elétricos da marca bávara, uma alternativa para quem não pode carregar o automóvel em casa, pretende fazer longas distância e reabastecer rapidamente. Em declarações à Reuters, Jürgen Guldner realçou:

“Sendo o futuro a meta das zero emissões, acreditamos que ter duas soluções é melhor do que uma.”

Contrastante ao otimismo do responsável da BMW, a consultora LMC antecipa o hidrogénio como fonte de energia viável para os transportes marítimos e aéreos e para a indústria, mas para os automóveis de passageiros estima um crescimento muito lento - apenas 0,1 por cento dos automóveis vendidos na Europa em 2030 serão de células de combustível.

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