Mobilidade

Greve no Metro de Lisboa e nos comboios urbanos da CP esta sexta-feira

Metro de Lisboa só deverá abrir às 9h30, e comboios da zona urbana de Lisboa vão estar parados entre as 17h e as 21h
Metro de Lisboa e comboios da CP na zona urbana de Lisboa em greve (Foto: David Gubler)
Metro de Lisboa e comboios da CP na zona urbana de Lisboa em greve (Foto: David Gubler)

Esta sexta-feira, dia 27 de maio, os transportes públicos em Lisboa vão estar com condicionamentos. Os funcionários do Metropolitano de Lisboa voltam a realizar uma greve parcial entre as 5h e as 9h, e os comboios na zona urbana de Lisboa vão também estar paralisados da parte da tarde, entre as 17h e as 21h.

Metropolitano de Lisboa

Depois de terem cumprido greve parcial no passado dia 18 de maio, os trabalhadores do Metro de Lisboa voltam a paralisar entre as 5h e as 9h contra a falta de condições de trabalho na área operacional.

Como tem acontecido, a empresa de transportes lisboeta referiu, em comunicado, que o serviço deverá ter início a partir das 9h30.

Metro de Lisboa em greve (Foto: AP/ F. Seco)

Esta é a 10.ª paralisação este ano dos trabalhadores do Metro de Lisboa, que já cumpriram greves em março, abril e maio. Em causa, tem estado sempre a falta de condições de trabalho, assim como a “falta de efetivos e o clima [instalado na empresa] por parte da direção relativamente aos trabalhadores”, explicou, à Lusa, Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) aquando da paralisação de 18 de maio.

Comboios na zona urbana de Lisboa

Os trabalhadores da CP vão também realizar uma greve parcial esta sexta-feira que irá afetar os comboios na zona urbana de Lisboa.

O período de greve em Lisboa ocorrerá entre as 17h e as 21h de dia 27 de maio, sendo que a CP, em comunicado, alertou que o impacto deverá começar a sentir-se a partir das 15h, prolongando-se até às 24h.

Comboio urbano (Foto: Nuno Morão)

Esta paragem ocorre depois da greve de 24 hora a 16 de maio e da greve parcial dos comboios na zona urbana do Porto a 23 de maio. Não foram decretados serviços mínimos.

O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) explicou que as greves acontecem já que o aumento salarial proposto pela empresa de comboios de apenas 0,9% não é considerado aceitável, já que não responde ao aumento do custo de vida. Os trabalhadores reivindicam um aumento salarial de 90 euros.

Setor dos transportes com 21% do total de pré-avisos de greve

Até abril de 2022, foram comunicados um total de 270 pré-avisos de greve, mais 124 do que no período homólogo. Os setores que mais pré-avisos entregaram foram o dos “Transportes e Armazenagem” e “Administração Pública e Defesa; Segurança Social Obrigatória”.

O setor dos transportes apresentou 21% do total de pré-avisos de greve nos primeiros quatro meses de 2022. O setor da administração pública entregou a mesma percentagem.

Estes números não representam as greves que foram realizadas, uma vez que o pré-aviso não obriga à realização da paralisação, podendo esta ser suspensa.

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