Mobilidade

Elétrico, autónomo e anfíbio! Futurista? Nada disso, conhece o sQuba

Veículo elétrico submersível foi apresentado em 2008 e, além de navegar a 10 metros de profundidade, tinha tecnologia autónoma
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Um automóvel elétrico que pode andar debaixo de água? Parece coisa do futuro, mas na verdade é uma invenção do passado. Falamos do Rinspeed sQuba, o primeiro carro submersível, com motorização elétrica e condução autónoma, que foi apresentado há 14 anos.

Foi durante o Salão Automóvel de Genebra, em março de 2008, que a Rinspeed, uma empresa suíça conhecida por reinventar a mobilidade com protótipos inovadores, apresentou o protótipo sQuba, inspirado no filme do 007 – Agente Irresistível, de 1977, que vê James Bond mergulhar por entre as ondas ao volante de um automóvel.

Se fosse hoje, o sQuba seria igualmente impressionante. Afinal, falamos de um veículo capaz de se deslocar sobre a água, mas também debaixo dela, podendo mergulhar e navegar a uma profundidade de até 10 metros.

Para conseguir a proeza, a Rinspeed teve de ter vários fatores em atenção. Para desenvolver o sQuba, pegaram num automóvel desportivo e converteram-no com a ajuda da empresa especialista em engenharia, a Esoro. Em primeiro lugar, este protótipo movido a energia não tinha apenas um motor, mas sim três. Um que lhe permitia movimentar-se em estradas e dois para as deslocações aquáticas.

E se na estrada o sQuba conseguia atingir velocidades superiores a 120 km/h e ia dos 0 aos 100 km/h em 7 segundos, na água, as velocidades eram bem mais modestas. Quando se movia como um barco, ia a 6 km/h. A partir do momento que mergulhava, passava a deslocar-se a 3 km/h.

Uma questão que talvez facilmente salte à vista é o facto de o Rinspeed sQuba ser um veículo descapotável, algo que parece não ser a melhor opção quando falamos de um veículo que anda debaixo de água. No entanto, o facto de não ter um habitáculo totalmente fechado é uma forma de garantir que, se algo correr mal, os ocupantes conseguem sair facilmente. Além disso, por ser mais leve, sem ocupantes, o veículo acaba por boiar para a superfície.

Agora, como se deslocava este veículo único? Na estrada, era um veículo como outro qualquer, com a particularidade de ter um sistema com sensores laser que permitia uma condução autónoma. Quando entrava na água, conduzia-se como um barco elétrico. Para submergir, era só abrir as portas e deixar a água entrar.

Os ocupantes do veículo tinham de utilizar botijas de oxigénio, instaladas no carro, para poderem navegar pelas correntes dentro do Rinspeed sQuba.

Para garantir que o veículo não ficava estragado da primeira vez que fosse submerso, foram usados materiais à prova de água salgada, antiderrapantes e muito resistentes.

A pegada ambiental do veículo também foi tida em consideração. Além de elétrico, movido graças a uma bateria de lítio, o sQuba utiliza apenas lubrificantes biodegradáveis para não poluir as águas.

Apesar de inovador, o Rinspeed sQuba nunca deixou de ser um protótipo. Este ano, em junho, o automóvel anfíbio ganhou novo destaque ao ser o protagonista de um NFT 3D trazendo de volta ao imaginário das pessoas este elétrico único.

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