Mobilidade

Em 2035, 59% dos veículos vendidos em todo o mundo poderão ser elétricos

Estudo da Boston Consulting Group aponta para uma adesão aos ligeiros alimentados a bateria ainda maior na Europa
Vendas de elétricos crescem (Foto: M. Marais/ Unsplash)
Vendas de elétricos crescem (Foto: M. Marais/ Unsplash)

Parece ser uma inevitabilidade e o planeta agradece. Os veículos 100% elétricos irão representar 59% das vendas a nível global em 2035, de acordo com um estudo da Boston Consulting Group (BCG). Nesse mesmo ano, mas apenas na Europa, a penetração de ligeiros de passageiros movidos a bateria será muito superior: 93% das novas matrículas.

Até 2035, a consultora estima que 9 em cada 10 novos veículos ligeiros vendidos em território europeu serão exclusivamente elétricos. Um cenário claramente impulsionado pela regulamentação que irá proibir a venda de veículos alimentados a gasolina ou gasóleo a partir daquela data.

Segundo a BCG, já dentro de seis anos a poluição causada pela circulação automóvel no velho continente terá um forte decréscimo, quando em 2028 os veículos 100% elétricos representarem mais de 50% das vendas.

(Foto: Chuttersnap/ Unsplash)

 

Voltando ao mercado global, os elétricos representarão 20% do mercado dos veículos ligeiros novos já em 2025, prevê a BCG. A empresa sediada no estado do Massachusetts, Estados Unidos, antevê, contudo, que países como a Rússia, a India e o Brasil deverão adotar as novas energias de forma mais lenta.

Em concreto, estes países deverão concentrar mais de 50% das vendas globais de automóveis com motores de combustão até 2027, sendo que em 2035 os modelos exclusivamente elétricos terão uma quota de vendas de apenas 35%.

Nos Estados Unidos e na China, o cenário é bem diferente. Ainda que não se espere uma corrida aos elétricos tão acentuada como na Europa, os dois países estarão na linha da frente no que à descarbonização do parque automóvel diz respeito. Considerando, uma vez mais, o ano de 2035, a BCG estima que as vendas de elétricos serão de 68% nos EUA e de 66% na China.

Face aos dados que apurou, em especial os respeitantes ao mercado europeu, a BCG salienta a necessidade dos fabricantes automóveis de estimularem o crescimento ou criação de novas infraestruturas de carregamento que permitam a adoção e uso de veículos elétricos.

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