Mobilidade

Falta de chips e problemas de software dificultam início de 2022 para Tesla

Marca de Elon Musk está a produzir automóveis sem uma unidade eletrónica e já fez um dos maiores recalls de sempre em 2022
Tesla (AP Photo/Ben Margot)
Tesla (AP Photo/Ben Margot)

Os últimos meses não tem sido fácil para a empresa de veículos elétricos de Elon Musk. Desde o início de 2022 que têm saído várias notícias sobre problemas dos veículos Tesla, desde a necessidade de recalls de vários automóveis, até à falta de semicondutores que obriga a decisões difíceis na linha de produção.

No início de fevereiro, foi noticiado pela CNBC que um problema com o alerta de uso de cinto de segurança obrigou a marca americana a fazer o recall de 817 mil veículo nos Estados Unidos. O que acontecia era que o alerta sonoro que deveria tocar quando o condutor liga o carro sem o cinto de segurança muitas vezes não funcionava.

O problema, que foi identificado pelo Instituto de Testes e Investigação Automóvel da Coreia do Sul, estava presente nos Model S e Model X de 2021 e 2022, nos Model 3 de 2017 a 2022 e nos Model Y de 2020 a 2022. Para resolver o problema, a marca irá fazer um update ao software.

O recall de mais de 800 mil veículos foi um dos maiores de sempre para a empresa de Elon Musk.

Este ano foi ainda reportada a necessidade de outro recall, desta vez mais pequeno, envolvendo cerca de 54 mil automóveis nos Estados Unidos do Model S, Model X, Model 3 e Model Y. Foi a National Highway Traffic Safety Administration que identificou o problema numa versão Beta do software de condução autónoma que fazia com que os veículos não parassem no sinal STOP, apenas abrandassem para 3 km/h.

A ordem de recall foi dada e Elon Musk respondeu através do Twitter dizendo que não era um erro do sistema, mas sim algo que tinha sido programado dessa forma por uma questão de conforto. O automóvel apenas ficaria completamente parado se houvesse peões ou outros veículos na estrada.

E se a questão dos recall não estivesse a dificultar a vida da Tesla, o problema com os componentes também parece não estar a dar tréguas. A falta de chips que se tem feito sentir um pouco por toda a indústria automóvel obrigou a fábrica de Xangai a retirar uma das duas unidades de controlo eletrónico do volante de alguns Model 3 e Model Y. A informação não chegou aos clientes que receberam os veículos sem o elemento.

A notícia foi avançada pela CNBC que explicou que a ausência da unidade impede que a Tesla consiga que estes modelos tenham o nível 3 de condução autónoma apenas com uma atualização de software over-the-air. Até lá, a ausência de uma das unidades no volante – que serve para traduzir para as rodas para que lado se virou o volante – não deverá afetar a condução.

(Fotos: Unsplash e AP Photo)

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