Mobilidade

Novos projetos para produzir baterias na Europa estão em risco

Produção possível de ser perdida ou deslocada, em especial para os EUA, equivale a 18 milhões de automóveis elétricos
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Futura fábrica Northvolt na Alemanha (imagem 3D: Northvolt)
Futura fábrica Northvolt na Alemanha (imagem 3D: Northvolt)

Mais de dois terços da produção de baterias de iões de lítio planeada para a Europa está em risco. Grandes projetos da Tesla, Northvolt ou Italvolt podem vir a ser atrasados, reduzidos ou até mesmo cancelados.

A pesquisa efetuada pela organização não-governamental Transport & Environment (T&E) mostra que entre os vários projetos de produção de baterias que estão na calha para vir a ser implementados em território europeu (50 gigafábricas), pode vir a ser inviabilizada 68% da sua capacidade total. O seu destino? Estados Unidos.

A ONG sublinha que a capacidade de produção de baterias equivalente a 18 milhões de automóveis elétricos está em risco elevado ou médio de ser comprometida, uma vez que as empresas em questão poderão optar por aproveitar os incentivos e benefícios da Lei de Redução da Inflação dos EUA.

Veículo elétrico -  AWAY
Veículo elétrico em carregamento (foto: Unsplash)

Para além disso, permanece a ameaça do domínio chinês no fabrico deste importante componente para viabilizar a mobilidade elétrica, prevista para ganhar ainda mais força a partir de 2035. A Europa pode, assim, vir a sofrer graves consequências deste “fogo cruzado” entre EUA e China.

A T&E acredita que caso a Europa não consiga viabilizar os objetivos de expansão da produção de baterias no continente, que passam pelos projetos de fabricantes como a Tesla, a Northvolt ou a Italvolt , não estará em condições de satisfazer a procura em 2030, o que significa que terá de as importar de outras geografias.

Perante esta conclusão, a T&E apela à União Europeia (UE) para que ofereça apoio financeiro abrangente e para que torne mais rápidos e simples os processos de aprovação dos projetos. “A UE não pode competir a menos que tenha uma política industrial robusta que se concentre no aumento da produção e recompense projetos ambientalmente sustentáveis”, remata a ONG em comunicado.

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