Mobilidade

Toyota volta a interromper a produção, mas mantém o otimismo

Marca japonesa deverá produzir até menos 150 mil veículos em novembro, mas mantém previsão de 9 milhões de unidades até fim do ano fiscal
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Toyota para produção
Toyota para produção

A Toyota prepara-se para interromper a produção de veículos pela terceira vez este ano, embora a marca esteja convencida que a pior fase já terá passado. Só no Japão, esta interrupção, que ocorrerá durante o mês de novembro, vai afetar quatro das 14 fábricas em funcionamento.

Tal como acontece com muitos outros construtores, a empresa japonesa debate-se com problemas ao nível da cadeia de abastecimento de componentes, entre os quais os fundamentais chips, mas reconhece sinais de recuperação no futuro a curto prazo.

Chip (foto: Brian Kostiuk/Unsplash)

No próximo mês, a Toyota prevê produzir entre 850 mil e 900 mil veículos a nível mundial, o que representa um corte de 15 por cento face ao plano de produzir um milhão de unidades que a marca havia revisto em agosto, tendo em vista a recuperação dos meses anteriores. Ainda assim, os novos números projetados para novembro são animadores face aos do ano passado, já que a Toyota produziu 830 mil unidades no mesmo mês em 2020, de acordo com Kazunari Kumakura, diretor global de compras da marca.

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Penso que ultrapassámos o pior período”, conta Kumakura, cuja opinião é de que a produção de veículos na Toyota irá recuperar definitivamente a partir de dezembro e até ao fim do ano fiscal em 31 de março de 2022. “Estamos agora a coordenar-nos tanto interna como externamente com os nossos fornecedores, para ver o quanto podemos recuperar em dezembro e daí para a frente. Nessa altura prevemos intensificar a produção, pelo que tentaremos fazer o nosso melhor para fabricar o maior número possível de veículos”, explica o responsável da Toyota.

O abrandamento ou encerramento de linhas de produção em novembro significa que o construtor japonês irá produzir menos 50 mil veículos no Japão e entre menos 50 a 100 mil veículos no resto do mundo. Tal não o demove, no entanto, de manter inalterado o objetivo de produção global no ano fiscal de 9 milhões de unidades, já que considera que as restrições causadas pela pandemia no sudeste asiático responsáveis pelas quebras de abastecimento de componentes estão a aliviar, para além de que os cortes que havia previsto para setembro e outubro não foram, afinal, tão severos.

Os níveis de operação das fábricas estão a aumentar nos países do sudeste asiático, o que agora nos permite assegurar peças suficientes para níveis normais de produção", comentou Kazunari Kumakura.

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