As jantes não têm uma “data de validade” universal, mas a verdade é que a sua durabilidade depende muito dos teus cuidados e dos quilómetros que fazes. Tal como os pneus, estão sujeitas ao desgaste natural do tempo e da estrada, mas pequenas atitudes podem prolongar bastante a sua vida útil e evitar gastos desnecessários.
Uma das razões mais fortes para cuidares bem das tuas jantes é o impacto no ambiente: quanto mais tempo durarem, menos vezes terás de as trocar. E claro, também há o lado da poupança – substituir jantes antes do tempo significa mexer no orçamento do carro sem necessidade, como explica um artigo da marca Michelin.
Para que não se desgastem prematuramente, o segredo está na manutenção. A pressão correta dos pneus é essencial: se estiverem com ar a menos, além de se gastarem mais rápido, o carro consome mais combustível; se estiverem demasiado cheios, também sofrem um desgaste irregular. O ideal é verificares a pressão uma vez por mês e não esqueceres a roda suplente.
Outro ponto importante: evita impactos contra passeios, buracos e lombas. Um simples toque pode desalinhar a geometria do carro e levar ao desgaste irregular. E se trocas entre pneus de verão e inverno, lembra-te de guardar as jantes que não usas num local seco, limpo e longe da exposição solar ou de temperaturas extremas.
Mas afinal, quando deves levá-las à revisão? Se notares um desgaste estranho – mais acentuado de um lado, no centro ou apenas nos ombros do pneu – é sinal de que algo não está bem. E, regra geral, a partir dos cinco anos de uso, deves pedir a um profissional para verificar as jantes pelo menos uma vez por ano. Passada a barreira dos dez anos, a recomendação é substituí-las, mesmo que ainda pareçam em bom estado.
Há ainda um indicador legal que não podes ignorar: quando a profundidade da banda de rolamento atinge 1,6 mm, é obrigatório trocar os pneus. Esse limite existe para garantir a tua segurança e a de quem segue contigo na estrada.